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Correio da Manhã

Sociedade
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Greve de trabalhadores da Soflusa com adesão de 45%

Trabalhadores pedem uma nova escala de serviços e a contratação de profissionais para diminuir a sobrecarga de trabalho.
Lusa 22 de Abril de 2019 às 16:24
Catamaran da Soflusa no Tejo
Embarcação da Soflusa
Catamaran da Soflusa no Tejo
Embarcação da Soflusa
Catamaran da Soflusa no Tejo
Embarcação da Soflusa

A Soflusa, empresa de transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, informou que a greve parcial desta segunda-feira registou uma adesão de 45% dos trabalhadores, assegurando que o aumento da oferta não implicou alterações nas escalas de serviço.


Em declarações à agência Lusa, a empresa indicou que a paralisação registou esta segunda-feira de manhã "uma adesão na ordem dos 45%", suprimindo o transporte de passageiros entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, das 01h30 às 10h00.

Nesta paralisação de dois dias, que continua na terça-feira, os trabalhadores pedem uma nova escala de serviços e a contratação de profissionais para diminuir a sobrecarga de trabalho, que, segundo a Fectrans - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, se acentuou em abril, depois de se ter aumentado a oferta "com o mesmo número de efetivos" - uma afirmação negada pela empresa.

"Os ajustes introduzidos no horário comercial, desde o passado dia 1 de abril, não constituem uma sobrecarga das atuais tripulações, considerando que o aumento da oferta não implicou qualquer alteração ao regime dos horários de trabalho (escalas de serviço)", indicou a transportadora.

Em resposta às reivindicações, a Soflusa esclareceu também que já foram contratados cinco novos profissionais.

"Mediante despacho do senhor secretário de Estado do Tesouro, datado de 07 de dezembro de 2018, a empresa foi autorizada a contratar cinco trabalhadores (quatro marítimos e um auxiliar de terra), os quais já se encontram ao serviço", informou.

A Lusa tentou contactar a Fectrans para confirmar a adesão à greve, mas até ao momento não foi possível obter declarações.

Na semana passada, Carlos Costa, da Fectrans, tinha indicado à Lusa que os trabalhadores pretendem com este movimento "negociar a alteração à escala", que está a sobrecarregar sobretudo os mestres e maquinistas da empresa.

Desde as 10h00 e até cerca das 18h00 o serviço vai funcionar com normalidade, no entanto, a partir desse período os trabalhadores voltam a parar até às 22h00.

A greve continua na terça-feira e, segundo comunicação da Soflusa, no seu 'site', o serviço será realizado em apenas três horários, entre as 00h05 e 01h30, as 10h15 e as 17h45 e das 22h00 às 23h30.

"Durante os períodos de interrupção do serviço, os terminais fluviais estão encerrados, por motivos de segurança", informou.

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