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Correio da Manhã

Sociedade
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Fim da greve dos motoristas. Sindicato aceita reiniciar as negociações

Acordo mediado pelo Governo numa reunião que durou cerca de 10 horas na madrugada de sábado falhou.
Lusa 18 de Agosto de 2019 às 08:22
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento
Sindicato das Matérias Perigosas admite desconvocação da greve
Francisco São Bento preside ao Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas
Francisco São Bento e Pardal Henriques
O presidente do sindicato, Francisco São Bento
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento
Sindicato das Matérias Perigosas admite desconvocação da greve
Francisco São Bento preside ao Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas
Francisco São Bento e Pardal Henriques
O presidente do sindicato, Francisco São Bento
 O presidente do sindicato, Francisco São Bento
Sindicato das Matérias Perigosas admite desconvocação da greve
Francisco São Bento preside ao Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas
Francisco São Bento e Pardal Henriques
O presidente do sindicato, Francisco São Bento
O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) anunciou este domingo que decidiu desconvocar a greve que iniciou na segunda-feira, dia 12.

Na moção aprovada durante um plenário os motoristas decidiram ainda mandatar a direção do sindicado para "caso a Antram demonstre uma postura intransigente", na reunião agendada para terça-feira, tomar medidas como "a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados", até que os interesses dos motoristas sejam efetivamente assegurados.

A decisão de desconvocar a greve foi anunciada pelo presidente do SNMMP, Francisco São Bento, no final de um plenário de trabalhadores do sindicato, que decorreu esta tarde em Aveiras de Cima e que durou cerca de três horas.

A paralisação, que começou na segunda-feira, dia 12, foi inicialmente convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

Pedro Pardal Henriques, porta voz do SNMMP, por seu turno, afirmou estarem "reunidas as condições" para negociar com a Antram e o Governo.

A decisão foi sustentada num conjunto "de considerandos" aprovados pelos motoristas e lidos no final pelo presidente, Francisco São Bento.

No documento, os motoristas consideram que a Antram (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias) "recusou ceder um milímetro face à sua proposta inicial, rejeitando uma proposta de compromisso" articulada, no dia 16 de agosto, pelo Governo e sindicato, "não alterou substancialmente a sua posição intransigente" e mostrou falta de interesse em reunir hoje", antes de plenário.

Os considerandos estendem-se também ao Governo, que o SNMMP afirma ter restringido e tentado "eliminar o direito à greve dos motoristas e, consequentemente, dos portugueses", determinando serviços mínimos "com o único objetivo de proteger as empresas" associadas da Antram.

O sindicato acusa também o Governo de usar as Forças Armadas e as forças de segurança "em proveito das empresas" associadas da Antram que, "comprovadamente, tem demonstrado desejar que a greve se mantenha por tempo indeterminado".

Na lista de considerandos, o sindicato ressalva não nunca ter estado "interessado em prejudicar os portugueses" com a paralisação que decorria desde o dia 12, mas vinca que os motoristas "têm direito a lutar por condições de trabalho minimamente dignas".

Por isso, refere o documento aprovado, os motoristas consideram "imperativo demonstrar à Antram que não irão abdicar do que é seu por direito", apesar da desconvocação da greve para que possa realizar-se a reunião negocial a reunião que decorrerá na terça-feira, pelas 16:00, no Ministério das Infraestruturas e Habitação.

A paralisação, que começou na segunda-feira, dia 12, foi inicialmente convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

A greve foi convocada por tempo indeterminado para reivindicar junto da Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

No final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, parcial e gradual, alegando incumprimento dos serviços mínimos que tinha determinado.
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