Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
4

Greve na CP e IP suprimiu 701 comboios até às 18h00

Foram realizados 14 comboios de longo curso, 58 regionais, 114 urbanos de Lisboa e 51 urbanos do Porto.
Lusa 30 de Novembro de 2022 às 18:46
Comboios CP
Comboios CP FOTO: CMTV
A greve dos trabalhadores da CP -- Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal (IP) levou à supressão de 701 comboios da CP entre as 00:00 e as 18h00 desta quarta-feira, indicou à Lusa fonte oficial da transportadora.

Assim, no período 0h00-18h00 realizaram-se 237 comboios, que são o total de serviços mínimos previstos até esta hora", referiu, indicando que "até ao momento, foram cumpridos na totalidade".

"Estavam programados 938 comboios" para esta quarta-feira, ou seja, foram suprimidos 701.

De acordo com a mesma fonte foram realizados 14 comboios de longo curso, 58 regionais, 114 urbanos de Lisboa e 51 urbanos do Porto.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a Fectrans (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações) recordou que os trabalhadores das empresas do grupo IP "estão esta quarta-feira em greve, da qual resulta um forte impacto na circulação ferroviária de transporte de passageiros e de mercadorias".

"É uma greve que demonstra o enorme descontentamento dos trabalhadores, que assim dão força à reivindicação sindical de aumento dos salários, que não pode continuar a ser ignorada pelo Governo", referiu a entidade.

De acordo com a Fectrans, "no dia de hoje a circulação ferroviária ficou reduzida aos serviços mínimos e nalguns casos nem esses foram realizados na totalidade, o que demonstra a enorme adesão, superior a 80%, o que origina que nos painéis de informação, ao longo do dia, a palavra mais lida seja 'suprimido'".

"Da parte da Fectrans e seu sindicato no setor, o SNTSF, tudo iremos fazer, nos próximos dias, para privilegiar a solução do conflito através da negociação, que não se fará só com uma parte, é preciso que o governo/administrações demonstrem vontade, a começar já no dia 05 na reunião com o presidente da CP", referiu na mesma nota.

A CP informou num comunicado divulgado na terça-feira que, devido a greve convocada por organizações representativas dos trabalhadores, preveem-se quarta-feira perturbações na circulação de comboios a nível nacional.

A CP adiantou que foram "definidos os serviços mínimos que se podem consultar" no 'site' da empresa e que "aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, será permitido o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe". 

Também a Fertagus, que liga Lisboa e Setúbal por comboio, "prevê poder realizar 25% da sua oferta normal de dia útil", devido à greve na IP, entidade gestora da circulação ferroviária.

Numa nota divulgada no seu 'site', a transportadora - que explora esta linha ferroviária, com passagem pela Ponte 25 de Abril, mediante o pagamento de uma taxa de utilização à IP - disponibiliza os horários previstos para o dia da paralisação, no âmbito da qual "foi decretada a realização de serviços mínimos".

A Fertagus sublinhou que o cumprimento destes horários está dependente dos efeitos da greve e aconselha aos utentes utilizar um transporte alternativo sempre que possível.

Também a IP alertou, numa informação divulgada no seu 'site', que "poderão verificar-se, ao longo do dia, perturbações na circulação ferroviária".

Os trabalhadores da CP cumprem esta quarta-feira uma greve de 24 horas, em conjunto com os trabalhadores da IP, reivindicando um prémio financeiro para mitigar os efeitos da inflação e o cumprimento do Acordo de Empresa.

Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário, afeto à Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, a greve deve-se à "falta de respostas da administração/Governo, que não têm em conta a realidade de uma brutal desvalorização dos salários".

De acordo com uma ata disponível no 'site' da DGERT - Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, os sindicatos e a CP chegaram a acordo para o cumprimento de serviços mínimos de 25%.

 

Ver comentários
C-Studio