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Correio da Manhã

Sociedade
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Greve dos inspetores do Estado terá impacto nas inspeções do trabalho, veterinária e Segurança Social

Cessação do trabalho foi convocada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e pela Federação Nacional de Inspetores do Estado.
Lusa 29 de Maio de 2019 às 11:02
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão
Secretário geral da FESAP, José Abraão

Os inspetores do Estado fazem greve na quinta-feira contra a proposta do Governo sobre revisão das carreiras, prevendo-se constrangimentos sobretudo nas inspeções do trabalho, da Segurança Social, dos jogos e casinos e da veterinária, disse esta quarta-feira fonte sindical.

A greve foi convocada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e pela Federação Nacional de Inspetores do Estado (FNIE), estando prevista uma concentração de dirigentes, delegados e ativistas sindicais em frente à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, no mesmo dia.

Segundo disse à Lusa o dirigente da FESAP José Abraão, em causa estão cerca de 700 trabalhadores das inspeções externas do Estado de várias áreas, como é o caso da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ou da Segurança Social.

José Abraão espera "algumas centenas de delegados, dirigentes e ativistas sindicais" na concentração marcada para as 11:00 de quinta-feira, prevendo que a greve tenha "mais impacto nos serviços de maior dimensão, como é o caso da inspeção do trabalho, da Segurança Social, dos jogos e casinos e também da veterinária".

"A ideia [com a greve] é levar as pessoas a participarem na concentração", adiantou o dirigente sindical.

As federações sindicais consideram que a proposta do Governo "representa um retrocesso e uma clara desvalorização das carreiras face ao atual regime", ao estabelecer apenas carreiras unicategoriais com 14 posições remuneratórias, e integrar o suplemento remuneratório inspetivo de 22,5% no salário base.

A proposta fará com que "a maioria" dos trabalhadores seja colocada "numa posição remuneratória virtual, podendo ficar até 10 anos sem qualquer progressão na carreira e passando a auferir rendimentos inferiores aos atuais", dizem as federações.

As duas estruturas sindicais defendem carreiras pluricategoriais "que permitam progressões e promoções" dos inspetores.

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