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Correio da Manhã

Sociedade
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Gripe A: OMS nega influência das farmacêuticas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) nega quaisquer influências da indústria farmacêutica na gestão da pandemia da gripe A. Essa acusação partiu do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, e é o tema central do debate que decorre amanhã em Bruxelas.
25 de Janeiro de 2010 às 13:42
Farmacêuticas acusadas de manipular informação
Farmacêuticas acusadas de manipular informação FOTO: Mário Caldeira/Lusa

Em comunicado, a OMS declara que fornecer recomendações independentes aos Estados-membros é “uma função importante” para a organização. “Levamos a missão muito a sério e a salvo de influências de quaisquer interesses. As medidas e a resposta à pandemia da gripe A não foram influenciadas indevidamente pela indústria farmacêutica.”

A OMS reconhece que a cooperação global com parceiros, incluindo do sector privado, é “essencial para concretizar objectivos de saúde pública hoje e no futuro”. No comunicado, a OMS declara que as acusações de que criou uma “falsa” pandemia para trazer vantagens para a indústria farmacêutica são “cientificamente erradas e historicamente incorrectas”.

Wolfgang Wodarg referiu-se à gripe A como um dos maiores “escândalos médicos do século”. Na sua opinião, o alarme pelas autoridades de saúde mundial era escusado, e terá custado cinco milhões de euros aos governos, gastos na compra das vacinas.

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