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Correio da Manhã

Sociedade
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Grupo de estudantes universitários pede "mais transparência"

Uma carta aberta promovida por um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra (UC), e divulgada esta quinta-feira, reivindica "mais transparência universitária", questionando matérias como o aumento de propinas e o encerramento de cantinas.
29 de Março de 2012 às 15:58
João Gabriel Silva, reitor da universidade, respondeu que "não há nenhum aumento extraordinário de propinas"
João Gabriel Silva, reitor da universidade, respondeu que 'não há nenhum aumento extraordinário de propinas' FOTO: Pedro Catarino

"O que significa o aumento das propinas para ajudar o 'fundo de apoio social'? As residências serão melhoradas? O preço do prato social será diminuído ou aumentado? E em quanto?", questiona a Carta Aberta Por Mais Transparência Universitária, onde são também manifestadas dúvidas em relação ao encerramento de cantinas universitárias.

No documento é questionado também quanto é que "o banco Santander Totta investiu na restauração da Cabra [torre da UC] e quanto lucra" por ter um protocolo com a Universidade de Coimbra.

"O ensino superior tem vindo a sofrer cortes no seu financiamento - para 2012 estão destinados menos 600 milhões de euros - o que afecta profundamente a sua acção social. Na Universidade de Coimbra, a redução do orçamento previsto atingiu os 30%, o que levou a que 40% dos pedidos de bolsas até agora analisados fossem recusados", diz o texto.

Em resposta à carta aberta, o reitor da UC, João Gabriel Silva, referiu que "não há nenhum aumento extraordinário de propinas, apenas uma actualização anual, em função da inflação, mecanismo em vigor há muitos anos".

"A reitoria tem tido uma política de total abertura, em particular com os representantes dos estudantes. Todas as matérias têm sido abertamente debatidas, e continuarão a sê-lo, nos inúmeros locais e momentos próprios que o regular funcionamento estatutário da Universidade prevê para o efeito, sublinha João Gabriel Silva.

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