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Correio da Manhã

Sociedade
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Há apenas um infetado com coronavírus nas 393 unidades da Rede de Cuidados Continuados

Região do Algarve foi a única que não registou qualquer doente infetado nas suas 19 unidades da rede.
Lusa 7 de Agosto de 2020 às 16:26
Cuidados continuados
Cuidados continuados FOTO: Sérgio Lemos
Há apenas uma pessoa infetada com covid-19 nas 393 unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), onde não se regista nenhum óbito desde 10 de abril, anunciou o secretário da Estado da Saúde.

António Lacerda Sales avançou ainda, na conferência de imprensa de atualização da pandemia em Portugal, que foram transferidos mais de 7.600 doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde para a RNCCI desde 09 de março e encontradas mais de 700 respostas sociais que permitiram libertar camas hospitalares.

Presente na conferência, a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Purificação Gandra, começou por recordar a sua presença na conferência no Domingo de Páscoa, há quatro meses, a apresentar a situação da covid-19 na RNCCI.

"Acompanhamos diariamente a informação reportada por 393 unidades de cuidados de internamento, com cerca de 9.300 doentes internados e cerca de 15 mil profissionais", disse Purificação Gandra.

Sublinhando que "os maus momentos também necessitam de ser lembrados pela aprendizagem" que proporcionam, a responsável lembrou que na segunda quinzena de abril a rede teve "um máximo de 110 doentes infetados em 26 unidades, sendo que 16 doentes foram internados nos hospitais do SNS por agravamento do seu estado clínico".

Realçou que a região do Algarve foi a única que não registou qualquer doente infetado nas suas 19 unidades da rede, com um total 527 camas.

Segundo Purificação Gandra, foram registadas 15 mortes nas regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo.

Adiantou ainda que desde o início da pandemia foram efetuados 14.400 testes, dos quais 167 acusaram positivo.

Atualmente, "há 12 profissionais infetados com covid-19 que não constituem qualquer risco para os doentes dado que estão em casa a fazer o respetivo isolamento", sublinhou.

"A preocupação com a entrada do vírus nas unidades foi e é uma constante que tem originado nos profissionais de saúde e em todos os intervenientes um esforço acrescido para ser possível o seu controle", salientou.

Sublinhou ainda que desde um mês de abril "muito difícil ao dia de hoje, com um doente infetado em toda a rede, passaram quatro meses intensos de trabalho".

Purificação Gandra considerou que foram elaborados e postos em prática planos de contingência em todas as unidades, identificados doentes e profissionais infetados e que os procedimentos em conformidade com as orientações da Direção-Geral de Saúde e em articulação com as autoridades de saúde locais "levaram aos resultados" que têm hoje.

Paralelamente, a rede foi alargando a sua capacidade, tendo desde o início de 2020 mais 235 camas.

Para possibilitar aos hospitais prepararem-se para um aumento de casos de covid-19, foi dada prioridade à colocação dos doentes internados, tendo sido possível desde março admitir cerca de 7.600 doentes.

Também em articulação com a Segurança Social foi possível identificar vagas para doentes que estavam em internamento indevido a aguardar esta resposta, disse a Purificação Gandra.

Portugal contabiliza pelo menos 1.746 mortos associados à covid-19 em 52.351 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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