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Correio da Manhã

Sociedade
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"Há um número expressivo de trabalhadores que já não estão em greve", revela ministro do Ambiente

Greve dos motoristas de matérias perigosas entrou este domingo no sétimo dia.
Lusa 18 de Agosto de 2019 às 12:38
João Pedro Matos Fernandes
João Pedro Matos Fernandes
João Pedro Matos Fernandes
João Pedro Matos Fernandes
João Pedro Matos Fernandes
João Pedro Matos Fernandes
O ministro do Ambiente apelou este domingo para o fim da greve dos motoristas de matérias perigosas, no dia em que está marcado um plenário desses trabalhadores para decidir se continuam ou terminam o protesto.

"Num dia que é obviamente importante porque há um plenário do sindicato [dos motoristas de matérias perigosas], apelo às partes para um entendimento e para que a greve chegue ao fim", afirmou João Pedro Matos Fernandes numa conferência de imprensa, no Porto, para balanço da situação de emergência energética no país.

O ministro adiantou ainda que os serviços mínimos estão a ser cumpridos a 123%, o que demonstra que "há um número expressivo de trabalhadores que já não estão em greve".

A greve dos motoristas de matérias perigosas entrou este domingo no sétimo dia, com as atenções voltadas para um plenário de trabalhadores, que decorrerá esta tarde e que deverá decidir sobre a continuidade da paralisação.

O plenário decorre este domingo, pelas 16h00, em Aveiras de Cima (Lisboa), depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa reunião que durou cerca de 10 horas e que terminou na madrugada de sábado.

No sábado, a associação das empresas de transportes de mercadorias (Antram) disponibilizou-se para integrar um processo de mediação junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, afirmando ser convicção da "associação que um processo de mediação, realizado em clima de paz, poderá conduzir à solução do problema".

De seguida, o porta-voz do sindicato de motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse ver com agrado a disponibilidade da associação, mas ressalvou ser necessário que a base de entendimento já debatida seja aceite.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) divulgou mesmo um comunicado no qual apelou à Antram para aceitar a proposta de compromisso que o Governo articulou com aquela força sindical, abrindo "caminho para a paz duradoura".

No comunicado, o SNMMP refere que o Governo deverá utilizar "as ferramentas que ainda tem ao seu dispor para chamar à razão a Antram", fazendo "chegar uma proposta que cumpra mínimos de dignidade, por forma a ser apresentada aos motoristas de matérias perigosas" no plenário desta tarde.

A greve começou na segunda-feira, 12 de agosto, por tempo indeterminado, para reivindicar junto da Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

A paralisação foi inicialmente convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

No final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, parcial e gradual, alegando incumprimento dos serviços mínimos que tinha determinado.

No sábado ao final do dia, o Ministério do Ambiente e Transição Energética disse que a requisição civil foi cumprida e os serviços mínimos "superados", com o último balanço a demonstrar "uma crescente normalidade da situação".
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