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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospitais com dificuldade em gerir esperas de cirurgias

Os administradores hospitalares admitem dificuldades na gestão das listas de espera de cirurgias, com o fluxo de doentes a aumentar enquanto os hospitais têm de reduzir custos.
12 de Dezembro de 2012 às 14:17
Pedro Lopes, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre financiamento em saúde, em Lisboa, disse haver uma "muito maior" pressão sobre os hospitais na gestão das cirurgias
Pedro Lopes, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre financiamento em saúde, em Lisboa, disse haver uma 'muito maior' pressão sobre os hospitais na gestão das cirurgias FOTO: Vítor Mota

"[A questão das] listas de espera não tem corrido tão bem nos últimos tempos. O fluxo dos doentes que estão a entrar a nível da cirurgia convencional é muito grande e os hospitais não têm tido um crescimento que permita debelar este problema das listas de espera", afirmou o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares.

Pedro Lopes, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre financiamento em saúde, em Lisboa, disse haver uma "muito maior" pressão sobre os hospitais na gestão das cirurgias.

"É uma equação difícil", assumiu, referindo-se à gestão entre o aumento de doentes nas listas de espera, a necessidade de fazer mais cirurgias e a redução de custos imposta aos hospitais.

Pedro Lopes deu ainda o exemplo de "situações muito complicadas em alguns hospitais", nomeadamente por carência de anestesistas, recordando que a cirurgia convencional está "dependente de muitas situações", como o número de profissionais.

"Não é fácil para os hospitais, que têm uma pressão muito maior. Têm de fazer uma ginástica muito forte", comentou.

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