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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospitais retomam consultas a 4 de maio

Ministra Marta Temido diz que alguns hospitais e unidades de saúde podem retomar consultas programadas.
Ana Maria Ribeiro 26 de Abril de 2020 às 09:33
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Alguns hospitais vão retomar as consultas programadas na semana que se inicia a 4 de maio, anunciou este sábado a ministra da Saúde, Marta Temido, que salientou ser "impossível" sair da situação de pandemia da Covid-19 "sem cicatrizes". Na sexta-feira, o Ministério da Saúde contactou a maioria dos hospitais que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), e constatou que vários podem retomar as consultas no início do próximo mês, enquanto outros o farão "mais para adiante".

"Algumas entidades e instituições do Interior do País, na Beira Baixa, e algumas instituições do Norte Alentejano terão maior facilidade, se o panorama se mantiver, numa retoma precoce da atividade", disse a ministra, sublinhando que este será um processo "gradual, faseado e acompanhado".

Em conferência de imprensa, Marta Temido disse ainda que, até ao final de março, face à resposta do SNS à pandemia da Covid-19, registou-se um decréscimo de 320 mil consultas médicas nas unidades de cuidados de saúde primários, de 180 mil consultas médicas hospitalares e nove mil cirurgias programadas.

"A resolução destes efeitos adversos nada tem a ver com a de outros fenómenos de suspensão da atividade com que nos confrontámos nos tempos recentes. Nada tem a ver com o esforço para recuperar de greves ou de listas de espera", lembrou a governante, acrescentando que esta recuperação "vai ser muito mais penosa" porque terá de haver maior espaçamento entre consultas, num processo feito de forma "avaliativa e gradual".

Na sequência das afirmações da ministra, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou essencial que os hospitais retomem as consultas e cirurgias programadas, mas sem relaxar as medidas de controlo e proteção da pandemia. "Tudo fazer para não facilitar, não baixar a guarda, não transmitir à população uma ideia de facilitismo ou que a situação está ultrapassada", vincou Roque da Cunha.

Portugueses estão mais confiantes 
Após um mês de confinamento, os portugueses consideram ter menos risco de infeção pelo novo coronavírus e demonstram maior confiança na capacidade de resposta dos serviços de saúde e do Governo, segundo o Barómetro Covid-19. "Mesmo entre as pessoas que consideram ter um risco elevado de contrair a doença, a maioria está confiante ou muito confiante na capacidade de resposta do Governo (83,9%) e na dos serviços de saúde (81,4%) à pandemia", diz Sónia Dias, coordenadora do inquérito Opinião Social, da Escola Nacional de Saúde Pública.

PORMENORES
Imunidade é importante
Baltazar Nunes, investigador do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), disse este sábadoo que é necessário "cuidado" e "contenção" quando o País retomar gradualmente a atividade, mas defendeu ser importante que a população ganhe imunidade ao novo coronavírus.

Defender o SNS
O coordenador da Unidade de Investigação Epidemiológica do INSA recomenda, além do distanciamento social, a lavagem das mãos e o uso de máscara em contextos mais fechados. Só assim, garante, será "possível conter a disseminação", para que o crescimento do contágio seja lento e permita que o SNS possa continuar a conseguir tratar novos doentes.

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