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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospitais sem seguro no aborto

Os estabelecimentos de saúde públicos e privados que realizam abortos até às dez semanas de gestação a pedido da mulher não possuem quaisquer seguros de responsabilidade pela actividade nem seguros de responsabilidade civil e profissional, conclui a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde.
30 de Abril de 2010 às 00:30
As mulheres são obrigadas a fazer o aborto através da pílula abortiva e não podem optar pela cirurgia
As mulheres são obrigadas a fazer o aborto através da pílula abortiva e não podem optar pela cirurgia FOTO: Nuno Alegria/Lusa

Esta não é porém a única ilegalidade detectada pelos investigadores da IGAS na fiscalização efectuada em finais de 2008 e em 2009: na quase totalidade das unidades de saúde não é dada à mulher a possibilidade de escolha entre um aborto por via cirúrgica ou medicamentosa, sendo este último o método mais utilizado.

Os inspectores da IGAS detectaram ainda que a toma do Mifepristone, a pílula abortiva, nem sempre ocorre junto a um técnico de saúde e que não é também certificada a datação da idade gestacional por um médico diferente daquele que autorizou a interrupção voluntária da gravidez.

O relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde revela ainda que em algumas unidades as interrupções voluntárias de gravidez foram feitas em "salas normais de consultas e tratamentos, sem condições técnicas e legais".

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