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Sociedade
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Hospital acusado de cortar no cancro

Unidade de parceria público-privada garante que fornece os medicamentos aos doentes.
31 de Março de 2011 às 00:30
A Ordem dos Médicos recebeu queixas de doentes oncológicos em tratamento no Hospital de Braga
A Ordem dos Médicos recebeu queixas de doentes oncológicos em tratamento no Hospital de Braga FOTO: Sérgio Freitas

As restrições aos tratamentos de doentes oncológicos no Hospital de Braga motivaram queixas que levaram a uma investigação e avaliação pelo Colégio da Especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos. Aquela unidade de parceria público-privada, da gestão do grupo Mello, negou ao Correio da Manhã o racionamento nos medicamentos.

Ricardo Espírito Santo, presidente do Colégio de Oncologia da Ordem, afirmou ao CM que irá entregar ao Conselho Nacional Executivo "um parecer com as conclusões sobre a avaliação ao caso de Braga". "Oficialmente, a única situação de que o Colégio tem conhecimento de restrições a tratamentos de doentes oncológicos ocorre com a unidade de Braga", garantiu, escusando-se a avançar pormenores. Ricardo Espírito Santo disse ainda que o a falta de medicamentos em Braga é um problema que afecta "vários doentes", e que a Ordem sabe do caso "desde há um mês", altura em que foi recebida uma participação com denúncia. Sobre a eventual falta de medicamentos para tratamentos de doentes oncológicos noutros hospitais, o responsável diz que a Ordem dos Médicos não tem conhecimento. Já fonte do Hospital de Braga afirma que a unidade "garante a todos os doentes o fornecimento gratuito de toda a medicação que deve ser ministrada no hospital, bem como da medicação de ambulatório que seja de dispensa exclusiva em farmácia hospitalar".

A unidade de saúde acrescenta que "tal facto decorre do contrato de gestão com o Estado que regula a actividade do hospital".

Nos últimos dias, o CM divulgou que um medicamento (Foscarnet) para tratar o vírus CMV está esgotado em todo o País.

No caso de Iara, a menina de seis anos que foi transplantada para tratar leucemia, a falta do remédio levou ao agravamento de uma infecção. A criança está em estado vegetativo no IPO do Porto e hoje vai ser submetida a mais exames.

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