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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospital de Beja consegue reverter fecho temporário da urgência de Ginecologia e Obstetrícia

Foi possível escalar o segundo especialista necessário para assegurar o normal funcionamento dos serviços.
14 de Junho de 2019 às 16:40
Hospital de Beja sem serviço de Ginecologia/Obstetrícia. Grávidas foram enviadas para Évora, a 80 km de distância
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
Hospital de Beja sem serviço de Ginecologia/Obstetrícia. Grávidas foram enviadas para Évora, a 80 km de distância
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
Hospital de Beja sem serviço de Ginecologia/Obstetrícia. Grávidas foram enviadas para Évora, a 80 km de distância
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
Serviço de urgência do Hospital de Beja sem obstetra
O Serviço de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia do hospital de Beja já não fecha esta sexta-feira temporariamente, porque foi possível escalar o segundo especialista necessário para assegurar o normal funcionamento, disse à agência Lusa fonte da administração.

Segundo a fonte do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere o hospital de Beja, conseguiu-se "escalar o segundo especialista" e, por isso, "fica sem efeito" o fecho temporário do serviço entre as 18h00 desta sexta-feira e as 08h00 de sábado, como tinha sido anteriormente anunciado.

De acordo com informações prestadas anteriormente à Lusa pelo conselho de administração, o fecho do serviço naquele período estava previsto porque não tinha sido possível garantir a presença de um segundo médico especialista necessário na escala.

Devido a dificuldades em garantir a presença de um segundo médico especialista na escala, o conselho de administração já se viu "na indesejada contingência" de ter de fechar temporariamente o serviço por quatro vezes este ano.

Quando o serviço fecha, "não há atendimento na especialidade a utentes provenientes do exterior", as quais são "encaminhadas para as unidades de saúde mais próximas", nomeadamente para os hospitais públicos de Évora, Faro ou Setúbal.

No entanto, mantém-se "garantido" o atendimento a situações emergentes pela equipa multidisciplinar do Serviço de Urgência do hospital e a urgência interna e os cuidados das puérperas internadas.

A administração da ULSBA referiu que, em todas as situações de fecho temporário do serviço já ocorridas, "foram encetados todos os esforços e esgotados todos os recursos no sentido de se conseguir escalar o segundo especialista para completar a escala da urgência da especialidade, garantindo, no entanto, a urgência interna e os cuidados às utentes internadas".

Os esforços têm sido "em vão", porque, "perante a necessidade de se recorrer a um médico em contrato de prestação de serviços", a ULSBA está "dependente da sua disponibilidade" e, "quando ela não existe, e após sucessivos nãos, só resta encaminhar as utentes para as unidades de saúde mais próximas", explicou.

"Mesmo na condição de existência de um médico obstetra" no Serviço de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia, "as situações emergentes foram, e serão sempre, objeto de atendimento pela equipa multidisciplinar que constitui o Serviço de Urgência" do hospital, frisou.

A administração lembrou que os concursos abertos nos últimos 10 anos para contratar médicos da especialidade de Ginecologia/Obstetrícia para a ULSBA têm ficado "desertos" e os clínicos internos formados no hospital de Beja "infelizmente" não ficam após terminarem a formação.
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