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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospital de Cascais investe na Urgência

A HPP Saúde – Parcerias Cascais iniciou a gestão no actual hospital de Cascais a 1 de Janeiro de 2009. Esta parceria público privada (PPP), a primeira do País, irá funcionar naquelas instalações até ao final do primeiro trimestre de 2010, altura em que está prevista a abertura do novo hospital. A nova gestão toma posse com novas especialidades médicas.

18 de Fevereiro de 2009 às 13:01
A nova gestão hospitalar aposta em melhorar o Serviço de Urgência
A nova gestão hospitalar aposta em melhorar o Serviço de Urgência FOTO: Manuel Moreira

Uma das novidades da nova gestão é a implementação, há cerca de duas semanas, do sistema de triagem de Manchester, para definir as prioridades no atendimento dos doentes, uma medida que visa solucionar o problema do congestionamento naquele Serviço de Urgências.

A medida foi anunciada ao final da manhã por José Miguel Boquinhas, presidente da administração da unidade de saúde. “Este sistema vai permitir dar prioridade aos doentes mais graves e os menos graves podem ser assistidos no ambulatório.”

Outra novidade é a constituição de equipas dedicadas à Urgência. O director João Varandas explicou que essas equipas são “pluridisciplinares e transversais”.

Quanto à oncologia, que causou polémica, José Miguel Boquinhas adiantou que “foi contratualizado com o Estado cedermos as instalações “e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) responsabiliza-se pela prescrição e cedência dos médicos”. Isso significa que diariamente, especialistas em oncologia do Hospital de S. Francisco Xavier deslocam-se ao Hospital de Cascais para tratar os doentes de cancro.

O Hospital de Cascais passou a ter, desde o início de Janeiro as especialidades de dermatologia e neurologia. O futuro hospital irá dispor de psiquiatria e da especialidade cirúrgica urologia.

Nos meios de diagnóstico clínico, o hospital de Cascais passou a ter mamografia, TAC – tomografia axial computorizada -, ecografia e implantes de pacemakers provisórios. Não dispõe de ressonância magnética porque, salienta José Miguel Boquinhas, “o Estado entendeu não haver movimento (de doentes) que justificasse ter”.

O hospital de Cascais funciona com cinco departamentos: médico, cirúrgico, bloco e anestesiologia, mulher e criança e ainda Urgência e Cuidados Intensivos.

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