Pais de Sara Moreira exigem uma indemnização de 530 mil euros.
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O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel, hospital onde foi assistida Sara Moreira que morreu devido a um tumor cerebral, afirma que os médicos que a assistiram cumpriram todos os procedimentos médicos.
Segundo a imprensa nacional, o Ministério da Saúde defende que a jovem de 19 anos não apresentava uma situação clínica que justificasse a realização de uma tomografia axial computorizada (TAC) nas 11 vezes que se deslocou às Urgências.
Entre 2010 e janeiro deste ano, Sara Moreira, de 19 anos, foi 11 vezes ao serviço de Urgência do Hospital Padre Américo, em Penafiel. Apesar das fortes dores de cabeça, vómitos, perdas de consciência e incontinência do esfíncter urinário, os médicos desvalorizaram sempre a situação, dizendo que se tratava apenas de ansiedade. Sara morreu a 10 de janeiro, em casa. Afinal tinha um tumor com 1,670 quilogramas alojado na cabeça.
A família da jovem recorreu ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel para reclamar uma indemnização de 530 mil euros à unidade hospitalar, mas tanto o CHTS como o ministério defendem o arquivamento do processo.
Os pais de Sara Moreira alegam que houve negligência médica, numa ação administrativa para efetivação de responsabilidade civil extracontratual contra o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), ao qual pertence o Hospital Padre Américo.
No processo, os pais da jovem defendem que o diagnóstico da neoplasia ficou comprometido porque o hospital nunca submeteu a rapariga a uma tomografia axial computorizada (TAC) ou a uma ressonância magnética. "
"Uma TAC permitiria o diagnóstico correto, atempado, praticamente sem qualquer margem de incerteza", argumentam, os advogados, considerando ainda que "os médicos não atuaram com a diligência que lhes era imposta, agindo deste modo com culpa".
No processo lê-se ainda que "os errados diagnósticos, a não utilização de meios complementares de diagnóstico em imagiologia e a omissão de tratamento adequados são de considerar causas do dano sofrido, a morte, pois que a evolução da neoplasia podia ter sido evitada com o tratamento adequado".
"A sintomatologia que [Sara] apresentava no serviço de Urgência, a rápida melhoria, na grande parte das vezes com medicação administrada, e a referência a um estado de ansiedade comum e habitual assumido pela mesma não eram compatíveis com a suspeição de um tumor cerebral", pode ler-se no documento entregue pelo centro hospitalar em tribunal e divulgado pela imprensa.
O Ministério da Saúde, que é réu neste processo, alega que Sara Moreira faltou a duas consultas em 2012 das especialidades de Medicina Interna e Psiquiatria que seriam determinantes para avaliar o estado mental da jovem.
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