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Correio da Manhã

Sociedade

Hospital sem pulseira eletrónica para bebés

Queixa motivou investigação da Entidade Reguladora da Saúde à unidade hospitalar de Santa Maria da Feira.
Francisca Genésio 29 de Maio de 2019 às 01:30
Bebé com pulseira eletrónica
Bebé
Bebé
Bebé com pulseira eletrónica
Bebé
Bebé
Bebé com pulseira eletrónica
Bebé
Bebé
O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), ao qual pertence o Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, não tinha, em novembro de 2017, pulseiras eletrónicas para os recém-nascidos - um procedimento de segurança obrigatório para evitar, por exemplo, raptos.

O caso, denunciado pelos pais através de uma reclamação, motivou uma investigação por parte da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Em resposta à ERS, o hospital justifica a carência de dispositivos de segurança com o facto de terem nascido "muitos bebés". A ERS concluiu, assim, que vários recém-nascidos internados "não eram todos portadores de tal sistema de segurança".

O regulador emitiu uma instrução ao CHEDV para que garanta, de forma contínua, "o escrupuloso cumprimento de todos os procedimentos e medidas de segurança". A entidade pede à unidade hospitalar para que "reitere, junto dos colaboradores, a necessidade de estrito cumprimento por si adotados".

A Entidade Reguladora da Saúde exige ainda que seja realizada uma auditoria aos procedimentos de segurança da unidade hospitalar.

O hospital tem 30 dias para dar conta dos procedimentos que adotou, e caso não acate as instruções da ERS, pode ser punido com uma contraordenação que pode ir de mil euros a 44 800 euros.

Doentes internados em casas de banho
O Hospital de Vila Franca de Xira teve "centenas de utentes" internados em refeitórios ao longo de quatro anos, havendo também casos de doentes internados em casas de banho, concluiu a Entidade Reguladora da Saúde.

A unidade hospitalar é gerida em regime de parceria público-privada.

A ERS relata que não se trata de uma medida excecional e que "não tem qualquer relação com o aumento de procura dos serviços do hospital".

Pormenores
Morre com alergia
João Fernandes morreu a 07 de maio de 2017 devido a uma reação alérgica a um remédio. O caso, noticiado pelo CM, motivou uma investigação pela ERS.

O regulador concluiu que o Centro de Saúde de Arouca falhou, sendo que não comunicou a ocorrência no Sistema Nacional de Notificação de Incidentes.

Morte não comunicada
Uma mulher só soube do falecimento da mãe, internada no Hospital de Faro, três dias após a sua morte, na sequência de uma tentativa de visita. O caso foi investigado pela ERS.

Amadora-Sintra falha com grávida
O Hospital Amadora-Sintra sugeriu a uma grávida, em trabalho de parto, deslocar-se pelos próprios meios para outra unidade hospitalar por falta de vagas na instituição.

O caso, ocorrido em agosto do ano passado, foi denunciado pela utente numa reclamação e investigado pela ERS.
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