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Correio da Manhã

Sociedade
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Igreja ao lado dos colégios privados

Conferência Episcopal portuguesa apoia protesto desta tarde.
Bernardo Esteves 29 de Maio de 2016 às 03:30
Manifestação tem início às 15h00 na avenida 24 de Julho e segue para a Assembleia da República: colégios querem forçar negociações com o Governo
Manifestação tem início às 15h00 na avenida 24 de Julho e segue para a Assembleia da República: colégios querem forçar negociações com o Governo FOTO: Paulo Novais/Lusa
O movimento Defesa da Escola Ponto (DEP) espera que mais de 20 mil pessoas estejam hoje na manifestação junto ao Parlamento, em Lisboa, contra os cortes anunciados pelo Governo aos contratos de associação.

Ontem, a Conferência Episcopal Portuguesa declarou o apoio da Igreja Católica, proprietária de diversos colégios alvo de cortes, "na defesa do direito constitucional da liberdade de ensino".


"Queremos manifestar o nosso apoio a esta e a outras iniciativas que, com ordem e civismo, defendam a liberdade dos pais escolherem a escola e projetos educativos que desejam oferecer aos seus filhos, pais que pagam os seus impostos, mesmo quando optam pelo ensino público em escolas geridas por entidades particulares", afirma a CEP, em comunicado.

A maioria dos manifestantes chega à estação de Santa Apolónia pelo meio-dia, no ‘comboio da liberdade’, assim designado pelo movimento. O início do protesto está marcado para as 15 horas, na avenida 24 de Julho, seguindo os manifestantes para a Assembleia da República, onde termina a concentração.

"Esperamos mais de 20 mil pessoas, entre alunos, pais, professores, funcionários, antigos alunos e muita gente das comunidades locais", disse ao Correio da Manhã Manuel Bento, porta-voz do DEP, garantindo que haverá autarcas de todos os partidos no protesto: "Todas as escolas privadas têm sido apoiadas pelas autarquias. Tivemos moções de apoio votadas por autarcas do PCP ao CDS e sabemos que muitos estarão no protesto, em solidariedade, embora não tenhamos feito contactos nesse sentido".

O movimento é claro quanto aos objetivos: "Pretendemos que o Governo honre os contratos de associação assinados em 2015, que preveem a abertura de turmas de início de ciclo durante três anos. E queremos a revogação do despacho normativo 1H/2016, que diferencia a entrada de alunos em escolas públicas e privadas".

Os colégios esperam que a manifestação leve o Governo a "sentar-se à mesa com as associações representativas do setor, para de imediato esclarecer estes pontos e encontrar a paz social desejável".
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