page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

ILGA Portugal repudia decisão da UEFA em impedir que Estádio se ilumine com as cores do arco-íris e faz apelo à FPF

A associação considera "fulcral que a FPF se demarque dos mesmos e clarifique que este tipo de discurso de ódio (...) não é bem vindo no desporto".

22 de junho de 2021 às 20:36

A ILGA Portugal -- Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo repudiou hoje a decisão da UEFA em impedir que o estádio Allianz Arena em Munique se iluminasse com as cores do arco-íris para o Alemanha-Hungria.

"A ILGA Portugal lamenta a decisão da UEFA em rejeitar a iluminação arco-íris do estádio de Munique aquando do jogo entre Alemanha e a Hungria, considerando que este seria um gesto simbólico mas de cariz macro no que toca ao posicionamento pró-direitos LGBTI por parte das associações europeias de futebol", pode ler-se em comunicado.

A associação ligada aos direitos da comunidade LGBTI endereçou ainda um apelo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pedindo "um posicionamento" àquela instituição, com o hastear de uma bandeira arco-íris na sede, bem como "a promoção de políticas de inclusão e diversidade no contexto do futebol nacional".

O mesmo apelo foi ainda dado a conhecer ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

A ILGA aplaudiu ainda a proposta da Câmara de Munique, que queria fazer brilhar as cores do arco-íris na resposta a uma legislação aprovada pelo parlamento húngaro.

"A ILGA Portugal recorda igualmente que, enquanto o capitão da equipa alemã, Manuel Neuer, vestiu uma braçadeira arco-íris -- alvo da abertura de uma investigação por parte da UEFA [mais tarde levantada] --, o capitão da equipa portuguesa, Cristiano Ronaldo, foi vítima de cânticos de teor homofóbico por parte das bancadas húngaras", lembra.

A associação considera "fulcral que a FPF se demarque dos mesmos e clarifique que este tipo de discurso de ódio (...) não é bem vindo no desporto".

Citada em comunicado, a presidente da associação, Ana Aresta, considera a nova legislação um "atropelamento aos direitos humanos" e assinalou a intenção em Munique como "um claro sinal de inclusão e liberdade", bem como "uma mensagem de segurança para os milhares de jovens LGBTI" que seguem a modalidade.

"Questiona-se se esta decisão teria o mesmo tratamento se o momento simbólico remetesse a outros tipos de ações de afirmação da UEFA, nomeadamente as de cariz comercial", questiona a dirigente associativa.

O parlamento magiar aprovou uma lei contra a pedofilia que inclui a proibição de falar com menores sobre homossexualidade ou mudança de sexo, na escola e nos media.

A ILGA junta-se assim à enxurrada de críticas à UEFA pelo facto de esta recusar a proposta da câmara municipal de Munique de iluminar o estádio com essas cores em apoio à comunidade LGBT na Hungria.

Para esta decisão, a UEFA argumentou que é uma organização neutra e que iluminar o estádio enviaria uma mensagem política sobre uma decisão tomada pelo parlamento nacional húngaro.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8