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Correio da Manhã

Sociedade
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Indícios de conduta criminosa da Ecosado no caso do 'bebé sem rosto'

Requisições do Serviço Nacional de Saúde foram faturadas por outra clínica. Foram enviadas ao Ministério Público.
Rogério Chambel 9 de Novembro de 2019 às 07:34
Ecosado é suspeita de práticas irregulares
Artur Carvalho
Ecosado é suspeita de práticas irregulares
Artur Carvalho
Ecosado é suspeita de práticas irregulares
Artur Carvalho
O inquérito realizado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) no caso do bebé Rodrigo, que nasceu com malformações graves, concluiu que "há fortes indícios" de utilização irregular das requisições de exames ecográficos pela clínica Ecosado, em Setúbal. O inquérito já foi enviado para o Ministério Público para eventual procedimento criminal.

A clínica Ecosado, onde o obstetra Artur Carvalho fez as ecografias "recebeu as requisições não tendo qualquer convenção com a ARSLVT", conclui o inquérito. "As requisições do SNS utilizadas na Ecosado foram faturadas por outra clínica, conferidas através dos SPMS - Centro de Controlo e Monitorização do SNS e pagas pela ARSLVT a essa segunda entidade", apontam as conclusões do inquérito.

Esta segunda clínica faturou as requisições ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem ter prestado o correspondente serviço, afirma a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, anunciando que vai "promover a cessação da convenção existente com esta clínica".

"Isso indica uma conduta criminosa", disse esta sexta-feira a ministra Marta Temido, à margem de uma conferência em Vila Nova de Gaia. A ministra da Saúde disse ainda que "já foram dadas instruções a todas as Administrações Regionais de Saúde para reforçarem a avaliação de eventuais situações".
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