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Correio da Manhã

Sociedade
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Indústria farmacêutica nacional vai exportar para o Peru

Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que abertura peruana a produtos farmacêuticos portugueses resultou de longas negociações diplomáticas.
18 de Novembro de 2012 às 00:01
Ollanta Humala Tasso, presidente do Peru, chega amanhã a Portugal
Ollanta Humala Tasso, presidente do Peru, chega amanhã a Portugal FOTO: Raul Garcia/Epa

As empresas portuguesas do sector farmacêutico vão poder exportar livremente para o Peru, um dos países com maior taxa de crescimento anual. Foi publicada, no passado dia 9, uma resolução do Ministério da Saúde do Peru que, no seu artigo 9º, passa a incluir Portugal na lista de países que praticam a "alta vigilância sanitária" no fabrico de produtos farmacêuticos.

Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros diz ao CM que esta inclusão irá permitir que um conjunto de empresas nacionais possa exportar sem mais entraves produtos farmacêuticos para aquele país, abrindo assim novas oportunidades de crescimento e de emprego num sector essencial da economia portuguesa.

O Peru tem uma taxa de crescimento anual de cerca de 6%. As exportações portuguesas para aquele mercado têm registado um aumento excepcional. Entre Janeiro e Setembro deste ano esse aumento foi de 69,5% relativamente ao mesmo período do ano anterior, totalizando já um valor de mais 4 milhões de euros do que o total das exportações de 2011.

Na prática, os países que não estavam incluídos na lista de alta vigilância, ficavam obrigados a um processo moroso e complexo, envolvendo um conjunto de registos prévios à comercialização dos seus medicamentos no mercado, com consequentes custos acrescidos e dificuldades variadas.

A legislação peruana limita aos países que fazem parte desta lista a possibilidade de exportação livre de produtos farmacêuticos. Portugal não estava incluído na referida lista, ao contrário de outros países da União Europeia, como Alemanha, França, Dinamarca ou Bélgica, e de outras zonas do mundo como EUA, Austrália, Japão e Canadá.

Ainda segundo a fonte oficial do Palácio das Necessidades, a  inclusão de Portugal foi conseguida após longos meses de esforços diplomáticos e políticos, cujo resultado é revelador do bom relacionamento bilateral entre os dois países, precedendo a visita oficial a Portugal do presidente peruano, Ollanta Humala Tasso,  que chega amanhã a Lisboa.

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