Foco da InPost é a recolha e entrega de encomendas fora do domicílio, através de cacifos automáticos ('lockers') acessíveis 24 horas por dia ou em comércios.
A InPost, de entrega de encomendas, espera liderar este mercado na Península Ibérica até 2030, após ter duplicado em Portugal e Espanha, em 2025, o número de cacifos, para 4.000, anunciou a empresa.
O foco da InPost é a recolha e entrega de encomendas fora do domicílio (OOH, na sigla em inglês de "out of home"), através de cacifos automáticos ('lockers') acessíveis 24 horas por dia ou em comércios, dando "poder total" ao cliente, explicou o presidente executivo (CEO) da InPost Iberia, Marc Vicente, em declarações a jornalistas em San Fernando de Henares, nos arredores de Madrid.
A empresa, que inaugurou oficialmente na terça-feira um novo centro logístico em San Fernando de Henares, com capacidade para gerir 20 mil encomendas numa hora para 86 destinos em simultâneo, fechou 2025 com 4.000 'lockers' na Península Ibérica, o dobro dos que tinha um ano antes, e 9.000 "pontos packs" (lojas para entrega e recolha de encomendas).
Em paralelo, ao longo do ano passado, os recursos humanos da InPost Iberia aumentaram 117%, com o novo centro de San Fernando de Henares, por exemplo, a criar 48 novos postos de trabalho, segundo os dados revelados na terça-feira pela empresa.
Fundada em 2006 na Polónia, a InPost instalou os primeiros cacifos em Espanha em 2022 e em Portugal no início de 2024.
No ano passado, a InPost Iberia comprou a Sending em Espanha e ampliou a cobertura tanto em território português como espanhol, incluindo à Madeira.
Quanto aos Açores, a empresa só está presente a nível de entregas ao domicílio mas tem intenção de instalar-se no segmento OHH, embora ainda não tenha decidido quando vai avançar, disse o CEO.
"Em Portugal, a nossa estratégia e o nosso plano é exatamente o mesmo que estamos a aplicar em Espanha. Temos um pouco menos de 500 'lockers' em Portugal e esperamos acelerar muitíssimo a instalação de cacifos", disse Marc Vicente, que não avançou dados mais concretos.
O CEO da InPost Iberia realçou que a época de pico anual destas empresas - que arranca em outubro e termina em janeiro, percorrendo as semanas dos descontos 'black friday', Natal e saldos - correu "muito bem" em Portugal, onde foram geridas 1,4 milhões de encomendas.
No total da InPost Iberia, foram geridas 22 milhões de encomendas nessas semanas de pico em 2025/2026, com o máximo num só dia a ser atingido em 24 de novembro, com 674 mil.
Segundo os dados da empresa, nessas semanas, foram feitos 3,6 milhões de envios através de 'lockers' (mais 175% do que no ano anterior) e 11 milhões nos "ponto pack" (mais 23%).
Marc Vicente realçou que em Portugal e Espanha o segmento OOH é inferior aos de outros países em que opera a InPost, como França, mas a "tendência é a mesma de outros mercados" e está "a acelerar muitíssimo" o crescimento da entrega fora de domicílio.
A expectativa é que as entregas OOH na Península Ibérica representem 40% antes de 2030, afirmou.
Sem revelar valores de investimento para o futuro, Marc Vicente disse apenas que o objetivo da InPost Iberia "é ser líder" do mercado de logística do comércio eletrónico até 2030.
O CEO da InPost acrescentou que o maior investimento que faz a empresa é, "de longe", em cacifos, para realçar a importância da duplicação de 'lockers' em 2025 na Península Ibérica.
Terá de haver pelo menos 25.000 cacifos em Portugal e Espanha para ser considerado um "mercado maduro", acrescentou.
A InPost Iberia tem atualmente 37 armazéns e nove 'hubs' (centros logísticos).
A entrada em funcionamento, ainda no ano passado, do centro de San Fernando de Henares - o maior 'hub' que tem agora - praticamente duplicou a capacidade da InPost Iberia.
O grupo InPost está em nove países europeus e, segundo dados conhecidos no final de janeiro, fechou o ano passado com cerca de 94.500 pontos de entrega, 61 mil dos quais 'lockers', reivindicando a posição de líder no segmento OOH.
No total, entregou e recolheu 1.400 milhões de encomendas em 2025 (mais 25% do que em 2024).
A InPost trabalha com lojas e plataformas de grandes marcas, mas permite também o envio de encomendas por particulares, incluindo através do uso exclusivo de cacifos.
O grupo teve lucros de 481,3 milhões de zlotys polacos (113,83 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2025, menos 43,2% do que no mesmo período de 2024.
Na segunda-feira, a empresa (cotada na Euronext Amsterdam) anunciou um acordo com o fundo de capital de risco Advent e um consórcio de que faz parte a empresa norte-americana Fedx para a compra da InPost, através de uma Oferta Pública de Aquisição que deverá estar concluída no segundo semestre deste ano.
Segundo todas as partes, ao abrigo do acordo, a InPost continuará a operar como empresa independente e com a mesma marca.
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