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Correio da Manhã

Sociedade
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Inspeção recebe queixa de grávida

Raquel, de 32 anos, conta como saiu da MAC e acabou no Santa Maria em risco de vida
11 de Agosto de 2013 às 01:00
O Ministério Público está a investigar a morte de Sílvia Rebelo, de 37 anos, que ocorreu na Maternidade Alfredo da Costa, no dia 5
O Ministério Público está a investigar a morte de Sílvia Rebelo, de 37 anos, que ocorreu na Maternidade Alfredo da Costa, no dia 5 FOTO: Pedro Catarino

A queixa enviada por Raquel, de 32 anos, nome fictício, para o ministro da Saúde, sobre as condições da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, e a forma como teve de ser transferida para o Hospital de Santa Maria, onde chegou em risco de vida juntamente com a bebé, de sete meses, que acabaria por morrer, vai ser enviada para a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Segundo fonte do Ministério da Saúde, que salienta que "os motivos do encerramento da MAC têm a ver com a otimização dos recursos e melhoria dos cuidados de saúde e a reorganização da rede hospitalar maternoinfantil da área da Grande Lisboa", o relato feito por Raquel deve ser investigado pela IGAS "devido à sua delicadeza e complexidade".

Em declarações ao CM, Raquel diz que sobreviveu porque foi transferida para um hospital polivalente como o Santa Maria. "A MAC mostrou-
-se incapaz de responder a um quadro respiratório agudo numa grávida de risco, sem diagnosticar, nem tratar", conta, salientando que a enviaram para o Hospital de São José sem obstetrícia e sem neonatologia.

Foi também devido a problemas respiratórios que o INEM foi chamado à MAC para socorrer Sílvia Rebelo, 37 anos, que perdeu os gémeos e acabou por morrer no dia 5. O seu caso está a ser investigado pelo Ministério Público. 

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