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Correio da Manhã

Sociedade
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Inspeção subaquática não deteta falhas de segurança na Ponte 25 de Abril

Primeiros dados apontam para ausência de fissuras no betão dos pilares da estrutura.
João Saramago 10 de Outubro de 2019 às 08:43
Inspeção subaquática não deteta falhas de segurança na Ponte 25 de Abril
Inspeção subaquática não deteta falhas de segurança na Ponte 25 de Abril
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Inspeção subaquática não deteta falhas de segurança na Ponte 25 de Abril
Inspeção subaquática não deteta falhas de segurança na Ponte 25 de Abril

Os primeiros resultados das inspeções subaquáticas à ponte 25 de Abril foram agora divulgados e apontam para a inexistência de falhas nas estruturas de betão em que assentam os dois pilares principais da infraestrutura rodoferroviária na qual circulam, por dia, cerca de 300 mil utentes, repartidos pelos veículos rodoviários e pelo comboio.

"O betão continua em bom estado de conservação", avançou esta quarta-feira o responsável pela gestão da ponte 25 de Abril, Pedro Abegão.

O mesmo responsável da Infraestruturas de Portugal destacou que a ponte é uma obra sob permanente vigilância: "Diariamente, temos uma equipa do Instituto de Soldadura e Qualidade que faz inspeção a todos os elementos, exceto os submersos."

Sobre os trabalhos submersos em curso e que deverão terminar dentro de algumas semanas, Pedro Abegão adiantou que é "uma inspeção por amostragem, que consiste em aferir uma malha quadrícula horizontal e vertical, definida através de um sistema de referenciação por cabos".

Estabelecida esta malha de cabos sobre a parte subaquática dos maciços de fundação, a equipa de mergulhadores realiza "a limpeza das superfícies, uma vez que é normal a limpeza de micro-organismos – fauna e flora – que se fixam à superfície de betão".

Depois, é efetuada a avaliação com base nos dados das avaliações anteriores para apurar da existência de fissuras ou laminações no betão.

Avaliação efetuada dois anos após o previsto
O responsável pela gestão da ponte 25 de Abril, Pedro Abegão, referiu esta quarta-feira que as inspeções subaquáticas são estipuladas, em regra, "de cinco em cinco anos".

"Esta aconteceu dois anos depois", referiu, explicando que os indicadores obtidos não apontavam "para encontrar alterações significativas por comparação com a inspeção anterior".

"Não estávamos à espera de encontrar alterações relativamente ao que foi a inspeção feita por volta de 2011/2012. Tal como os dados agora o demonstram", acrescentou.

No âmbito dos trabalhos será também realizada uma "análise comparativa da situação anterior com a atual, de modo a aferir a evolução das anomalias e as alterações de configuração do leito da linha de água", informou a Infraestruturas de Portugal, empresa pública responsável pelo desenrolar dos trabalhos.

Os trabalhos que incidem sobre os dois pilares da ponte que estão assentes na massa rochosa existente no leito do rio visam produzir informação que, "caso se avalie necessário", permitirão a intervenção de correção das anomalias que eventualmente possam ser detetadas. Para além da inspeção subaquática, decorrem trabalhos de reparação no tabuleiro da ponte.

Os trabalhos, que deverão ficar concluídos no próximo ano, implicam um investimento de 12,6 milhões de euros.

A empreitada tem por objetivo a realização de um conjunto de trabalhos de manutenção tido como necessário, e que foi identificado no âmbito das atividades regulares de inspeção e de monitorização do comportamento estrutural da ponte.

No âmbito das obras serão efetuadas restrições ao trânsito.

Saiba mais
33.ª
A 25 de Abril é a 33.ª maior ponte suspensa do Mundo. A ponte tem 2277 metros de comprimento e um vão livre de 1013 metros.

Obra de gigantes
A construção obrigou à escavação de 6,6 milhões de metros cúbicos de solos e rocha, consumiu 300 mil metros cúbicos de betão e 82 mil toneladas de peças de aço.
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