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Correio da Manhã

Sociedade
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Inspecção-Geral das Actividades em Saúde quer taxas moderadoras no aborto

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) defende no relatório de actividades de 2011 que “seria de equacionar o pagamento de uma taxa moderadora” nas interrupções voluntárias da gravidez. Segundo a IGAS as taxas teriam “um efeito moralizador”.
28 de Junho de 2012 às 11:17
Inspecção-Geral da saúde (IGAS) diz que taxa moderadora no aborto teria efeito "moralizador"
Inspecção-Geral da saúde (IGAS) diz que taxa moderadora no aborto teria efeito 'moralizador' FOTO: d.r.

Além disso, e no mesmo documento a IGAS defende  a criação de “mecanismos que permitam detectar e controlar as interrupções voluntárias da gravidez recidivas”.

A IGAS inspeccionou 18 dos 40 estabelecimentos oficiais em Portugal continental que podem realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG) por opção da mulher nas primeiras dez semanas e que em 2010 foram responsáveis por 12.608 abortos, sendo que nas instituições privadas foram feitos ainda 5965. No total, 6871 foram feitos nas instituições que a IGAS inspeccionou.

Durante esta inspecção a IGAS percebeu que os números relativos a abortos fornecidos pelas entidades não coincidem com os divulgados pela Direcção-Geral da Saúde. “No decorrer das acções inspectivas, detectou-se que o número de IVG constantes no relatório da DGS relativo ao ano de 2010 não é, na maioria das situações, coincidente com o número facultado pelas entidades inspeccionadas, resultando, no cômputo das 18 instituições referenciadas, um acréscimo de 254 IVG.

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