Pedro Pimenta Braz tinha assumido funções na direção em janeiro de 2013.
O Presidente da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foi demitido por ter revelado um documento com dados pessoais de uma funcionária e está impedido de assumir cargos dirigentes por três anos, revela esta terça-feira a imprensa.
De acordo com o Público, Pedro Pimenta Braz, que terminaria o comissão de serviço à frente da ACT a 21 de janeiro, foi afastado pelo Governo na sequência de um processo disciplinar instaurado em setembro passado, por ter divulgado a todos os funcionários da ACT um documento que continha informações sobre o estado de saúde e a situação familiar de uma inspetora do trabalho.
O responsável tinha assumido funções na direção da ACT em janeiro de 2013, nomeado pelo então ministro da economia Álvaro Santos Pereira.
Na base do processo disciplinar esteve uma denúncia de uma inspetora da ACT, que acusou Pedro Pimenta Braz de divulgar a todos os colegas um documento com os seus dados pessoais.
"O diferendo iniciou-se no verão de 2016, quando a inspetora apresentou um pedido de mobilidade interna para uma unidade local mais próxima da residência, alegando motivos de saúde e familiares", escreve o Público, acrescentando que "o pedido foi recusado pelo inspetor-geral, com o argumento de que tem de haver um número mínimo de trabalhadores para que a ACT possa cumprir a sua missão".
Inconformada com a recusa, a inspetora expôs o caso ao provedor de justiça, que lhe deu razão, e interpôs um recurso hierárquico junto do secretário de Estado do Emprego a solicitar a revogação da decisão do inspetor-geral do trabalho.
Ponderados os argumentos da trabalhadora e da ACT, o secretário de Estado deu luz verde à sua transferência.
Ao tomar conhecimento da decisão, explica o Público, Pedro Pimenta Braz mandou divulgar a todos os trabalhadores da ACT o despacho do secretário de Estado, juntamente com o processo do recurso hierárquico, documento que continha dados pormenorizados sobre o estado de saúde da inspetora e a sua situação familiar, levando-a a apresentar queixa à tutela.
Pedro Pimenta Braz já foi notificado das sanções, que "entram em vigor no dia seguinte à sua comunicação", ou seja, esta terça-feira de manhã.
Segundo o jornal, a instrutora do processo disciplinar propôs como sanção principal a suspensão, com perda de retribuição, por 60 dias (30 dias de suspensão por cada facto dado como provado), uma proposta com a qual o secretário de estado do Emprego concordou na íntegra.
Como sanção acessória foi determinada a "perda da comissão de serviçio enquanto dirigente superior de primeiro grau e a impossibilidade de assumir cargos dirgentes durante os próximos três anos", escreve o Público.
Ainda segundo o jornal, na segunda-feira, ao conhecer o desfecho do processo, Pedro Pimenta Braz enviou um email a todos os funcionários da ACT a dar por terminada a comissão de serviço (sem adiantar as razões para a saída) e a comunicar que se manterá na instituição como inspetor.
As funções serão asseguradas interinamente pelo atual subinspetor-geral, manuel Roxo, até à nomeação das equipa dirigente.
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