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Correio da Manhã

Sociedade
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Instituições científicas procuram testemunhas do grande sismo de há 50 anos

Inquérito pode ser acedido em http://sismo1969.ipma.pt até 22 de abril.
26 de Fevereiro de 2019 às 15:40
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Instituições científicas portuguesas lançaram um inquérito nacional 'online' para recolher os depoimentos de populares que testemunharam o grande sismo que na madrugada de 28 de fevereiro de 1969 afetou Portugal, sobretudo na zona do Algarve.

O projeto, esta terça-feira divulgado, é desenvolvido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), pelo Instituto Superior Técnico, pela Faculdade de Ciências e pelo laboratório associado Instituto Dom Luiz.

Numa nota conjunta, as quatro entidades salientam que "o sismo ocorreu numa época em que a instrumentação sísmica não estava ainda suficientemente desenvolvida, sendo fundamental complementar os poucos registos instrumentais de então com os testemunhos da população afetada".

"Por motivos facilmente compreensíveis, não haverá no futuro outra ocasião com este significado e com real possibilidade de se salvaguardar esta memória", sublinham, assegurando que os dados serão utilizados em trabalhos de investigação que ajudarão a caracterizar melhor a perigosidade sísmica de Portugal e a preparar melhor para eventuais sismos no futuro.

As instituições lançam ainda um desafio à comunidade escolar para participar no preenchimento do inquérito, apelando aos alunos que perguntem aos familiares e registem os seus testemunhos no inquérito.

Entre as escolas do ensino básico e secundário que registem mais de 100 respostas ao inquérito serão sorteados cinco prémios, como entradas de turmas em centros Ciência Viva ou no Pavilhão do Conhecimento.

O sismo, com uma magnitude de 7.9, ocorreu na madrugada de 28 de fevereiro de 1969, por volta das 03h40, e foi o sismo de maior magnitude sentido na Europa desde o grande terramoto de Lisboa de 1755.

Teve epicentro a 180 quilómetros a sudoeste de Sagres e foi sentido no Continente, na Madeira, em Espanha, Marrocos e França.

Em Portugal causou 13 mortos, dois diretos e 11 indiretos, havendo também registo de mortes em Marrocos.

O evento provocou um 'tsunami' registado por instrumentos em Portugal, Espanha e Marrocos.

Os estragos verificaram-se sobretudo no Algarve, principalmente nas localidades de Vila do Bispo, Bensafrim, Portimão e Castro Marim.

O terramoto gerou alarme e pânico entre a população, cortes nas telecomunicações e no fornecimento de energia elétrica.

O inquérito pode ser acedido em http://sismo1969.ipma.pt até 22 de abril.
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