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Correio da Manhã

Sociedade
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Insuficiência cardíaca afeta meio milhão de portugueses

Inquérito revela que a maioria não conhece os sintomas da doença.
Miguel Balança 24 de Abril de 2019 às 08:30
Doença manifesta os primeiros sintomas nos membros inferiores, com o inchaço notório das pernas
Uma em cada cinco pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da vida
Enfarte
Doença manifesta os primeiros sintomas nos membros inferiores, com o inchaço notório das pernas
Uma em cada cinco pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da vida
Enfarte
Doença manifesta os primeiros sintomas nos membros inferiores, com o inchaço notório das pernas
Uma em cada cinco pessoas vai desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da vida
Enfarte
Mata duas a três vezes mais do que o cancro da mama e do colón, mas a maioria não é capaz de reconhecer os sintomas da doença. As estimativas apontam para que perto de meio milhão de portugueses sofra de insuficiência cardíaca.

Um inquérito coordenado pela Fundação Portuguesa e de Cardiologia (FPC) revela que apenas 19% dos inquiridos reconhece que a taxa de sobrevivência é baixa - e só 29% é capaz de a equiparar a doenças oncológicas graves.

Apesar de a maioria (89%) considerar a insuficiência cardíaca como "uma ameaça à vida das pessoas", cerca de metade (51%) acredita que a taxa de sobrevivência em função daquela condição clínica é alta ou "pelo menos, não tão baixa" como nos casos de doença oncológica.

A análise da FPC conclui que 83% dos portugueses reconhece que, na sequência da desvalorização dos principais sintomas do problema - como a falta de ar, cansaço, edema das pernas e perda de peso - o risco de morte prematura sai agravado.

Não obstante, apenas 15% relaciona o inchaço das pernas com a manifestação da doença e somente 5% associa a perda de peso à patologia.

PORMENORES 
Matam 35 mil por ano
Cerca de 35 mil portugueses morrem, anualmente, vítimas de doenças cardiovasculares. Continuam a ser a principal causa de morte em Portugal.

Incidência crescente
As mortes em resultado de insuficiência cardíaca vão aumentar 73% em 2036 - face a 2014 -, de acordo com uma projeção da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Morte e incapacidade
Estudo aponta para perda de 16,8 mil anos de vida por morte prematura e 10,3 mil anos perdidos devido a incapacidade.
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