Investigação científica mete travão na doença de Parkinson

Remoção das proteínas associadas à doença reacende esperança.
Por Miguel Balança e Susana Pereira Oliveira|16.03.19
A intervenção no aglomerado de proteínas acumuladas no cérebro de doentes com Parkinson pode estar a "poucos anos" de ser uma realidade, revela Tiago Fleming Outeiro, professor da Universidade de Medicina de Goettingen, na Alemanha.

"Sabemos, há mais de cem anos, que nos cérebros dos doentes de Parkinson se acumulam aglomerados, em que determinadas proteínas, por motivos que não conhecemos, deixam de funcionar normalmente. Se conseguirmos perceber de que forma é que levam ao mau funcionamento dos neurónios, estamos convencidos que podemos ser capazes de intervir, evitando problemas nocivos e travando a progressão da doença", explica o investigador.

Os resultados dos ensaios clínicos, que já decorrem, chegam "dentro de dois ou três anos", acrescenta. Caso fiquem provados os efeitos diretos da remoção dos aglomerados proteicos, o investigador sustenta que se "pode avançar para ensaios em grupos mais alargados e, posteriormente, dar-se a introdução de um novo medicamento no mercado", alargando o leque de terapêuticas disponíveis.

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