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Correio da Manhã

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Investigadores acreditam que dentro de anos o cancro do colo do útero passará a ser "raro"

Aquele que é hoje o quarto tumor maligno mais comum no mundo pode vir a afetar apenas seis doentes em cada 100 mil.
Correio da Manhã 9 de Outubro de 2019 às 11:55
Doente com cancro
Doente com cancro
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Doente com cancro
Doente com cancro
A Austrália pode vir a ser o primeiro país a erradicar o cancro do colo do útero dentro de 20 anos, revela um estudo publicado na semana passada no The Lancet Public Health.

Os investigadores australianos estimam que nos próximos anos a doença poderá ser classificada como "cancro raro", se se continuar a seguir os bons resultados do programa nacional de prevenção, baseado nos modelos de vacinação e no cumprimento dos exames de rastreio. 

Até 2028 o cancro do colo do útero deverá afetar seis doentes em cada 100 mil. Para 2035 o grupo de investigadores prevê que a taxa caia para quatro novos casos em cada 100 mil. 

A Austrália foi um dos primeiros países a introduzir uma vacina para as mulheres contra o vírus sexualmente transmissível do Papiloma Humano (VPH), em 2007, um marco que foi alargado aos homens (já que estes podem ser transmissores do vírus).

O cancro do colo do útero é causado por HPV de "alto risco" - uma infeção sexualmente transmissível que pode afetar os homens e as mulheres. Este é o quarto cancro mais comum no mundo, com uma taxa de mortalidade alta, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O vírus tem mais de 200 estipes, sendo que um terço afeta os órgãos genitais. O risco aumenta a partir do início da vida sexual, mas o vírus não tem género, sexo ou idade podendo afetar qualquer pessoa.
Austrália The Lancet Public Health saúde doenças cancro
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