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Correio da Manhã

Sociedade
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Investimento nas universidades cai 1,5%

O relatório do Observatório da Associação das Universidades Europeias indica que, entre 2008 e 2012, e tendo em conta os efeitos da inflação, Portugal sofreu uma quebra de investimento de 1,5%.

 

 

10 de Junho de 2013 às 14:04

Um gráfico contido no relatório indica que o investimento cresceu de 2008 para 2009 e de 2009 para 2010, tendo, a partir daí, descido para 602 milhões de euros em 2012, estimando-se novo decréscimo para 2013.

O relatório sublinha que, entre 2008-2012, a inflação teve um "impacto significativo" na situação financeira das universidades europeias, cortando ou mitigando o aumento de investimento, pelo que apenas sete dos 20 sistemas analisados obtiveram mais fundos nesse período, tendo Portugal sofrido uma quebra de investimento (menos 1,5%), juntamente com a Croácia, Polónia, Eslováquia, República Checa, Espanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Lituânia e Reino Unido/Inglaterra/Gales.

Os sete países que conseguiram reforçar em termos reais o investimento nas universidades nesse período foram Alemanha, Noruega, Suécia, Áustria, Bélgica, Franca e Holanda.

Quanto às previsões para 2012-2013, o Observatório faz um retrato misto através da Europa, com nove países a estimarem um aumento do investimento (Áustria, Islândia, República Checa, Noruega, Polónia, Suécia, Bélgica, França e Lituânia), enquanto oito países, incluindo Portugal, preveem cortes que podem ir até um máximo de 25%.

Itália, Holanda, Eslováquia, Croácia, Reino Unido/Inglaterra/Gales, Grécia e Hungria são os restantes países onde se estimam quebras de investimento no setor.

Nos sistemas em que se preveem redução de fundos públicos, as áreas de pessoal e infraestruturas são as duas tendencialmente mais afetadas.

O estudo pretende analisar o investimento dos diversos países europeus no setor universitário, tendo particular atenção ao impacto da inflação e às alterações no número de estudantes nos respetivos sistemas.

O observatório conclui, em termos genéricos, que os países de leste e do sul da Europa demonstram neste domínio terem sido mais afetados pela crise económica do que os países da Europa central e do norte.

O estudo alerta que para os efeitos negativos da situação, lembrando que a redução do investimento nas universidades enfraquece as capacidades e o conhecimento dos países, dificultando o seu desenvolvimento económico e a cooperação académica e científica entre Estados.

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