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Correio da Manhã

Sociedade
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Jerónimo Martins não quer "uma OA só de algumas famílias"

O candidtaro ao cargo de bastonário da Ordem dos Advogados, Jerónimo Martins, critica limitações económicas ou sociais ao exercício da profissão.
25 de Novembro de 2013 às 14:26
Jerónimo Martins foi vice-presidente do Conselho Geral da OA no primeiro mandato de Marinho Pinto
Jerónimo Martins foi vice-presidente do Conselho Geral da OA no primeiro mandato de Marinho Pinto FOTO: Mariline Alves

Jerónimo Martins é um dos seis candidatos a bastonário da Ordem dos Advogados (OA), nas eleições do próximo dia 29. Aos 62 anos, o antigo vice-presidente do Conselho Geral da Ordem quer iniciar um novo ciclo e recuperar a independência da profissão.

"Uma das minhas primeiras medidas será aprovar uma nova regulamentação quanto ao relacionamento dos advogados que prestam a sua atividade ao serviço das sociedades. Não quero uma OA só de algumas famílias, sejam do passado ou atuais", garante Jerónimo Martins, defendendo a remuneração do cargo. "Entendo que não deve haver só bastonários ricos ou com fortuna própria, ou de sociedades, ou de grandes sociedades que podem sustentar, na medida em que têm outros colegas a trabalhar".

Porém, para o advogado, o drama da massificação da profissão não é passível de resolução com o limite ao acesso da advocacia. "Queremos que a profissão seja bem exercida, que haja regras que disciplinem o brio profissional, que possam ser de alguma forma confirmadas, sujeitas a escrutínio, por órgãos próprios. A tudo acresce o não haver limitação de ordem económica, financeira ou social ao acesso à profissão", conclui.

Jerónimo Martins Ordem dos Advogados candidato eleições
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