Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
9

Jorge Cruz: "Número estabilizou"

Médico especialista em cirurgia cardiotorácica sobre o número de transplantes cardíacos em Portugal
27 de Maio de 2013 às 01:00

Correio da Manhã – Como é que analisa os transplantes cardíacos realizados em Portugal?

Jorge Cruz – O número de transplantes cardíacos estabilizou, à semelhança do que também acontece com os transplantes pulmonares. Se fizermos contas, são pouco mais de 20 por ano, um número muito aquém. Contudo, o tempo de espera por um transplante é muito superior à média europeia. Em causa está um problema de organização.

– Como é que se explica a falta de dadores?

– A fonte de dadores está relacionada, sobretudo, com corações de pessoas jovens, vítimas de traumatismos. A diminuição de dadores deve-se também ao desperdício e desorganização nos serviços, que poderiam ter mais ritmo e dinâmica.

– Os cortes na Saúde também podem influenciar?

– Sim. Devido às dificuldades que o Serviço Nacional de Saúde atravessa, no futuro haverão cada vez menos transplantes. Em causa está, por exemplo, a dificuldade de manter as equipas especializadas, em termos financeiros. Além disso, é difícil criar uma rotina quando se fazem poucos transplantes por ano. Se se fizessem mais, seria mais simples e resultaria melhor (mais informação na pág. 20).

entrevista Discurso Direto saúde médico Jorge Cruz cirurgia cardiotorácica
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)