Jovem paraplégica espera casa em Portimão há três anos

Câmara tinha prometido entregar imóvel até final do ano. Célia Reis vive em segundo andar sem elevador.
Por Ana Palma|14.01.19

Célia Reis, uma jovem de 22 anos presa a uma cadeira de rodas há quase três, quando ficou paraplégica, continua à espera de uma casa nova, adequada às suas limitações. A habitação deveria ter sido entregue à família da jovem até ao fim do ano, mas o processo atrasou-se e, segundo o CM apurou junto de fonte da Câmara de Portimão, a quem Célia pediu ajuda há cerca de um ano, a casa só deverá ficar pronta "nos próximos meses".

De acordo com a mesma fonte da autarquia, a casa a atribuir a Célia "já está identificada e vai sofrer obras de adaptação, nomeadamente ao nível das acessibilidades, tendo em conta as necessidades da jovem". Nesse sentido, "foi já efetuado um levantamento e lançado o concurso com vista à realização da empreitada".

A família, que foi informada da decisão numa reunião com a vereadora da Ação Social, "espera que seja desta que a situação de resolva". Isto porque a situação de Célia Reis "se tem agravado nos últimos tempos", com a jovem a "deixar de ir fazer fisioterapia" e a "ficar cada vez mais deprimida", conforme revelou ao CM o padrasto, José Reis.

PORMENORES
Paralisada após vacina
Célia ficou paralisada depois de desenvolver uma encefalomielopatia aguda grave que desenvolveu depois de levar a vacina contra o tétano. Os relatórios médicos a que o CM teve acesso admitem que o problema poderá ter sido causado pela vacina.

Problemas neurológicos
Na sequência da doença, a jovem sofreu lesões neurológicas severas e chegou a apenas conseguir mover a cabeça. Hoje em dia, continua paraplégica e incontinente. Vive num 2.º andar sem elevador, o que é um grande obstáculo à sua autonomia.



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