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Correio da Manhã

Sociedade
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Jovens portugueses podem candidatar-se a vagas na ONU

As Nações Unidas recebem, até 12 de Setembro, candidaturas de jovens portugueses até 32 anos, no âmbito de um concurso internacional para preenchimento de vagas em vários departamentos, de acordo com anúncio publicado esta segunda-feira pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU.
16 de Julho de 2012 às 18:42
Os escolhidos irão preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em Nova Iorque
Os escolhidos irão preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em Nova Iorque FOTO: Sérgio Lemos

À semelhança de países lusófonos como o Brasil, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, Portugal é incluído pelo segundo ano consecutivo no Programa de Jovens Profissionais da ONU, para preenchimento de até 150 posições, na organização internacional.

Engenharia, Assuntos Económicos, Comunicação Social e Ciências Sociais são alguns dos postos que a organização internacional pretende preencher este ano.

As candidaturas serão recebidas através do site careers.un.org, seguindo-se um exame que terá lugar em Dezembro, para os pré-seleccionados.

Os escolhidos irão preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em Nova Iorque.

Os cidadãos portugueses que sejam convocados para o exame não precisam de estar em Portugal, pois podem fazê-lo em qualquer cidade em que a ONU tenha um centro oficial de exames, por exemplo, em Nova Iorque, Genebra ou Londres.

Em 2011, a ONU tinha nove portugueses em posições de nível profissional (P2), do género agora aberto a concurso.

A estes juntavam-se outros 100 do 'staff' geral e 338 polícias e militares portugueses ao serviço de missões da organização.

O número de posições P2, num total de 3300 existentes na organização, é significativamente menos das 12 a 21 que o país tem direito, tendo em conta a sua contribuição para o orçamento da ONU, população e PIB.

Fonte do departamento de Recursos Humanos da ONU disse que a inclusão de Portugal no concurso em 2011, pela primeira vez desde 2006, deve-se ao facto de o país não estar a preencher esses lugares.

Contudo, adiantou a mesma fonte, não há quotas para preenchimento das vagas: serão colocados aqueles com melhores notas, e o nome dos examinados não será facultado aos examinadores, apenas um número.

Os candidatos devem ter habilitação universitária, 32 anos completados este ano ou menos, falar fluentemente inglês e/ou francês, além de serem cidadãos de um dos países seleccionados para o concurso.

O exame testa conhecimentos gerais, pensamento analítico, capacidade de planeamento, além de cultura sobre assuntos internacionais.

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