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Correio da Manhã

Sociedade
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Lar de militares sob investigação

O corte de relações entre Mariana Rosa Pina, 80 anos, e a filha, Maria Emília Gonçalves, levou o Instituto de Acção Social das Forças Armadas a requerer ao Ministério Público a realização de um inquérito para apurar da idoneidade dos funcionários do Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras, revelou o director do lar, coronel Sousa Pereira.
16 de Julho de 2012 às 01:00
Mariana Rosa Pina pede para não ver a filha. Diz estar cansada de lhe dar dinheiro
Mariana Rosa Pina pede para não ver a filha. Diz estar cansada de lhe dar dinheiro FOTO: Mariline Alves

A decisão surge após Emília Gonçalves acusar funcionários de manipularem a mãe para levantar 50 mil euros da conta bancária. Sousa Pereira explicou que os utentes "não estão impedidos" de movimentar dinheiro.

Mariana Pina, viúva de um oficial da Armada e que está a residir no lar de Torres Vedras desde Maio de 2008, solicitou ao director do lar que não permitisse as visitas da filha, dois meses após ter entrado na instituição. Ao CM explicou a decisão: "Não aguento mais a minha filha, está sempre a pressionar-me para lhe dar dinheiro porque está desempregada. Quero estar aqui em paz".

Por entender que Mariana está incapaz de lidar com dinheiro, Emília Gonçalves colocou uma acção no Tribunal de Torres Vedras, em que pede a interdição da mãe. Entre 2000 e 2010, o número de casos em que familiares pedem a interdição de idosos passou de 636 para 1594.

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