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Correio da Manhã

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Levantamento dos danos causados pelo mau tempo "está nas mãos dos autarcas", diz Conselho Metropolitano de Lisboa

11 municípios presentes na reunião foram convocados considerando os dados das ocorrências da Proteção Civil.
Lusa 9 de Dezembro de 2022 às 18:29
Mau tempo em Lisboa
Mau tempo em Lisboa FOTO: DR
A presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa disse esta sexta-feira que o levantamento das ocorrências causadas pela intempérie "está nas mãos dos autarcas" e apelou a que se acelere esse trabalho.

"Agora compete-nos a nós, autarquias, depois destes dois dias mais difíceis (...), fazermos a quantificação, fazermos o levantamento, para, tão rapidamente quanto possível, naturalmente com o apoio do Governo, podermos chegar às soluções e às pessoas que mais delas necessitam", disse aos jornalistas Carla Tavares, no final de uma reunião com o Governo.

Os levantamentos "estão a ser feitos já, por todos os municípios", assegurou, notando que compete às câmaras municipais "acelerar o trabalho" para, "tão rapidamente quanto possível, ter as respostas adequadas" a cada um dos municípios afetados.

"Quanto mais depressa conseguirmos trabalhar e dar resposta, mais rapidamente o Governo consegue disponibilizar os apoios. Isso está nas mãos dos autarcas neste momento", assinalou a também presidente da Câmara Municipal da Amadora (eleita pelo PS).

Carla Tavares considerou a reunião de desta sexta-feira com a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e com 11 municípios da Grande Lisboa afetados pelo mau tempo "muito importante" e de partilha de "preocupações".

Os 11 municípios presentes na reunião foram convocados considerando os dados das ocorrências da Proteção Civil, apesar de ter sido dada a possibilidade de os restantes também comparecerem, se assim o entendessem, explicou a ministra.

Participaram na reunião, que decorreu na sede da Assembleia Municipal de Lisboa, os nove municípios da margem norte do rio Tejo - Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira -- e dois da margem sul - Seixal e Almada.

Não participaram sete municípios da margem sul: Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Sesimbra e Setúbal.

Questionada sobre os danos concretos, a autarca sublinhou que "ainda hoje[sexta-feira] de manhã estavam a acontecer situações em municípios", desde logo naquele que dirige, a Amadora, onde se registaram "derrocadas" em resultado da intempérie de quarta para quinta-feira.

"Só podemos falar de valores quando tivermos o levantamento feito", disse, adiantando que "não há muitas situações identificadas" de realojamento de pessoas e recordando que existem mecanismos para responder a essas necessidades à disponibilidade dos municípios.

Garantindo que "os serviços estão empenhadíssimos" e que todos os autarcas querem "rapidamente ter as situações quantificadas", Carla Tavares frisou que "ainda estão coisas a acontecer no terreno" e sublinhou que os territórios da Área Metropolitana de Lisboa registaram níveis de ocorrência e de gravidade "diferentes" em resultado do temporal.

Ao mesmo tempo, lembrou, as autarquias têm de "pôr as equipas na rua" para "garantir a proteção de pessoas e bens atendendo às situações que se esperam, em particular para sábado".

Os 18 municípios que compõem a Área Metropolitana de Lisboa "têm hoje uma rede estruturada de proteção civil municipal", destacou a autarca, lembrando, simultaneamente que "cada um de nós é agente de proteção civil".

Desde a noite de quarta-feira, o mau tempo, associado à chuva intensa, provocou várias inundações, o que motivou o corte de estradas, túneis e acessos a estações de transporte, assim como danos em estabelecimentos comerciais, habitações e veículos, causando elevados prejuízos.

Há a registar a morte de uma mulher, em Algés, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, e dezenas de pessoas desalojadas.

Durante a noite de sexta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou em Portugal continental uma centena de ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria das quais na cidade de Lisboa.

Os distritos de Faro, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal estiveram, esta madrugada, sob aviso laranja, o segundo mais grave do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), devido à previsão de chuva forte.

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