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Correio da Manhã

Sociedade
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“Livreiros queixam-se de pressões do grupo Leya”

Albino Almeida Pres. da Conf. Nac. de Ass. de Pais (Confap).
5 de Outubro de 2008 às 00:24
“Livreiros queixam-se de pressões do grupo Leya”
“Livreiros queixam-se de pressões do grupo Leya” FOTO: d.r.

Correio da Manhã – Com três semanas de aulas ainda falta manuais escolares editados pelo grupo Leya. Sabe qual a origem deste atraso?

Albino Almeida – Os rumores mais fortes que correm junto dos livreiros é que o grupo Leya contratou uma empresa gráfica cuja situação económico-financeira é muito difícil e não tem meios para dar resposta.

– Está a falar da Gráfica Mirandela?

– É esse o nome que nos tem sido mais vezes citado pelos livreiros, mas dizem que não podem falar. Aliás, o grupo Leya tem tido um comportamento eticamente reprovável, do ponto de vista comercial, com pressões sobre os livreiros para não explicarem aos pais e alunos os motivos da falta de livros sob pena de serem ainda mais penalizados e de irem para o fim da fila.

– São acusações graves...

– Tenho documentos que o confirmam, queixas dos donos das livrarias de que estão a ser pressionados. E que são também do conhecimento do Ministério da Educação. Aliás, o Governo já tomou posição sobre isto. O grupo Leya prometeu fazer um ponto da situação segunda-feira e estamos curiosos em ouvir as explicações.

– Mas acha então que o problema é a produção e não a distribuição?

– Sim. A Confap tem recebido contactos de livreiros que foram aos armazéns da Leya e mesmo assim não conseguiram livros. Sabemos também que a Leya privilegiou encomendas dos grandes compradores e deixou para o fim o retalho.

– O grupo Leya pode ser penalizado no futuro devido a esta situação?

– É evidente que depois disto diremos às escolas para terem muito cuidado com os manuais que escolhem. Queremos ter garantias de que os pais e os alunos não vão voltar a passar por esta situação.

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