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Correio da Manhã

Sociedade
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Lojas de animais registam aumento da procura no comércio 'online'

Tem-se verificado um crescimento na procura de bens essenciais, como alimentação e produtos de higiene.
Lusa 2 de Abril de 2020 às 15:48
Cão
Cão FOTO: Getty Images
As lojas de animais têm registado um aumento exponencial no comércio 'online' devido à pandemia da covid-19, verificando um crescimento na procura de bens essenciais, como alimentação e produtos de higiene.

De acordo com o diretor executivo da Ornimundo, Jorge Moura, o crescimento no 'online' tem sido muito grande desde que foi decretado o estado de emergência, em 18 de março.

"A loja 'online' dispara, cresce muito. Traduz o espírito das pessoas de saírem o mínimo possível à rua", referiu à agência Lusa o responsável, indicando, por outro lado, que se tem verificado "uma quebra muito grande das vendas" nas lojas físicas.

Com 25 lojas físicas em todo país, a franquia tem-se focado na parte da alimentação.

"Nós vendemos para todos os animais. Tudo que seja para alimentar os seres vivos continua a sair", disse, acrescentando que os produtos de higiene -- champôs - também têm tido muita saída, porque "agora muita gente dá banho aos animais em casa".

Todavia, Jorge Moura apontou para uma diminuição das vendas nos acessórios, nos brinquedos e nas guloseimas.

À Lusa, o diretor executivo da Ornimundo contou ainda que as pessoas não têm procurado animais durante o período da pandemia da covid-19.

O gerente nacional do Grupo Maskokotas em Portugal, André Jorge, disse que registaram "um aumento de 100% nas vendas 'online'", em março, verificando-se o "maior pico na semana de 14 a 20".

Na ocasião, os consumidores procuraram abastecerem-se com produtos essenciais para os animais, com um comportamento idêntico ao que aconteceu no retalho alimentar, segundo o dirigente.

Na sequência do 'boom' no comércio 'online', o grupo, que representa as lojas Petness.pt (físico e 'online') e Miscota.pt ('online'), teve ainda de se "readaptar" e duplicou a "capacidade operacional e a equipa de armazém".

Sem prever um aumento de vendas 'online', André Jorge disse que as pessoas têm procurado mais "alimentação [seca e húmida], antiparasitários, areias higiénicas [no caso dos gatos], produtos de higienes e também brinquedos e snacks [produtos que têm como objetivo manter os animais mais entretidos e ocupados]".

O dirigente lembrou ainda que houve um crescimento de vendas nas lojas físicas, na semana antes de ser decretado o estado de emergência, mas agora têm vindo a estabilizar para valores normais.

Por seu turno, o gerente da Pet City, Luís Bastos, referiu que tem havido um aumento médio de encomendas no 'online'.

"Tem aumentado o volume médio de encomendas e temos angariado muitos clientes novos porque as várias lojas físicas estão fechadas. As pessoas têm-se virado para o 'online'", realçou.

Luís Bastos anotou ainda que existem "atrasos nos fornecimentos e atraso nas entregas por parte das transportadoras".

Já Paulo Rodrigues, dono da empresa Patinhas Mimadas, considerou que o mercado "está em expectativa em relação ao futuro".

"Somos daqueles comércios que nos permite ter as portas abertas. Bem ou mal, as coisas vão rolando. As lojas de animais também estão mais apetrechadas para resolver o problema [da procura]", disse.

Portugal regista hoje 209 mortes associadas à covid-19, mais 22 do que na quarta-feira, e 9.034 infetados (mais 783), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até 17 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

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