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Correio da Manhã

Sociedade
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Maioria dos portugueses contra greve cirúrgica dos enfermeiros

Dos 602 inquiridos, 59%, se mandassem, proibiam a greve cirúrgica dos enfermeiros e apenas 36% a permitiriam.
Sónia Trigueirão 12 de Fevereiro de 2019 às 08:00
Greve cirúrgica dos enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Protesto dos enfermeiros
Enfermeiros prometem mais greves
Greve cirúrgica dos enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Protesto dos enfermeiros
Enfermeiros prometem mais greves
Greve cirúrgica dos enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Protesto dos enfermeiros
Enfermeiros prometem mais greves
A maioria dos portugueses está contra a segunda greve cirúrgica dos enfermeiros, que começou a 31 de janeiro e que está prevista durar até dia 28 de fevereiro, e concorda com o facto do Governo ter avançado com uma requisição civil. Segundo uma sondagem CM/Aximage, 59 por cento dos 602 inquiridos, se mandassem, proibiam a greve, e apenas 36% a permitiriam.

É entre os eleitores do PS que a proibição da greve é mais expressiva: 69,7% dos que votaram em António Costa nas legislativas de 2015 proibiriam a greve e apenas 25,6% permitiriam o protesto dos enfermeiros. Mais à esquerda, lidera o apoio aos enfermeiros: 59,9% dos votantes da CDU e 58,3% dos eleitores do BE permitiriam a greve, se tivessem esse poder de decisão. Já à direita, 33,4% dos eleitores da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) são a favor da greve e 63% estão contra.

Já quanto à requisição civil, a sondagem revela que 78,5 por cento são a favor dessa decisão e apenas 20 por cento estão contra. Entre os inquiridos que são a favor da requisição civil, a maioria é feminina, com 65 anos ou mais e tem a escolaridade obrigatória ou menos.

Nesta questão, os que se abstiveram em 2015 são os que mais apoiam a decisão do Governo (84,5%), seguindo-se os votantes do PS: 82,5% estão a favor. No campo oposto, são os eleitores comunistas que mais contestam a requisição civil: 47,2% dos que votaram CDU estão contra.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta segunda-feira em Coimbra, depois de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) para assinalar o Dia Mundial do Doente, que a requisição civil decretada pelo Governo, visa assegurar um clima de "serenidade" nos blocos operatórios face à greve dos enfermeiros.

"Acima de tudo, desde o início desta greve, o Ministério da Saúde e os conselhos de administração dos hospitais procuraram que fossem cumpridos os serviços mínimos" nas cirurgias, afirmou.


FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efetivas: 285 a homens e 317 a mulheres; 57 no Interior Norte Centro, 79 no Litoral Norte, 109 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 165 na Área Metropolitana de Lisboa e 80 no Sul e ilhas; 100 em aldeias, 161 em vilas e 341 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 5 a 10 de fevereiro de 2019, com uma taxa de resposta de 72,9%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

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