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Correio da Manhã

Sociedade
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Mais apoios para doentes crónicos

A ministra da Saúde, Ana Jorge, visitou ontem a única unidade do País de Cuidados Ventilados Crónicos, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. "A unidade permite que os doentes recebam visitas a qualquer hora e é um exemplo que poderá ser implementado noutros hospitais, mas é algo que tem que ser analisado, pois são cuidados paliativos, uma área que já existe em vários hospitais", avançou a ministra.
18 de Março de 2009 às 00:30
A ministra da Saúde, Ana Jorge, visitou ontem várias unidades no Hospital Curry Cabral, em Lisboa
A ministra da Saúde, Ana Jorge, visitou ontem várias unidades no Hospital Curry Cabral, em Lisboa FOTO: João Romba

O director da Unidade, Luís Mourão, explicou ao CM que a valência foi criada há dois anos, 'para doentes com situações neurológicas'. A Unidade foi financiada por várias entidades e custou cem mil euros. Acolhe o máximo de três doentes e tem três enfermeiros em cada turno. 'O ideal seria termos seis camas e seis enfermeiros em cada turno. São pessoas que têm de ter comodidade e conforto, vivem em ambiente familiar', disse Luís Mourão.

Ana Jorge visitou ainda a Unidade de Transplantes Hepáticos, dirigida pelo cirurgião Eduardo Barroso. Nesta especialidade e de acordo com o cirurgião, não há lista de espera: 'Só em 2008 fizemos 240 tratamentos de doenças graves do fígado, do pâncreas e vias biliares.'

Com uma capacidade de 22 camas, os pacientes podem ter internamentos variáveis: 'Alguns ficam três semanas, outros muito mais tempo.'

Eduardo Barroso mostrou o desejo de aumentar a unidade que dirige: 'Precisamos de crescer e de uma integração num grupo hospitalar mais vasto. A tutela tem que decidir o que fazer. Não podemos continuar a trabalhar isolados.'

A ministra adiantou que algumas das especialidades do Curry Cabral vão passar para o novo Hospital de Todos-os-Santos, sem especificar.

ENFERMEIROS FAZEM GREVE

O Sindicato dos Enfermeiros entregou ontem um pré-aviso de greve para os dias 2 e 3 de Abril, alegando que o Ministério da Saúde não entregou a tempo uma contraproposta sobre a reestruturação das carreiras.

' Reunimos na quinta-feira e os enfermeiros deram-nos apenas dois dias para elaborar o documento', respondeu a ministra Ana Jorge. Por outro lado, a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros, Guadalupe Simões é peremptória: 'Esperámos até segunda-feira por uma contraproposta. O processo devia estar concluído em Setembro de 2008 e o Ministério anda a arrastar a negociação.' A ministra explicou ontem que pensa ter o documento redigido no final da semana. 'A greve só será desconvocada se até lá chegarmos a um entendimento', rematou Guadalupe Simões.

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