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Correio da Manhã

Sociedade
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Mais cem refugiados a caminho de Portugal

Conselho Português para os Refugiados assinala 26 anos.
João Saramago 20 de Setembro de 2017 às 22:26
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Mais cem refugiados a caminho de Portugal

O ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, divulgou que há mais cem refugiados a caminho de Portugal no âmbito do Programa de Recolocação. Eduardo Cabrita, na cerimónia dos 26 anos do Conselho Português para os Refugiados, recordou que desde 2015 chegaram ao nosso país 1435 pessoas, o que nos coloca em quinta posição na União Europeia.

São na maioria pessoas provenientes de países marcados pela guerra e que colocam a vida em risco para atingir a Europa.

David Coll e Samiya Hasan são dois dos rostos da forma violenta e perigosa de como decorre a viagem.

David Coll, 21 anos, natural da Guiné Conacri vive em Portugal há cerca de um ano.

Recorda com lágrimas  a saída do Continente Africano onde deixou a família.

Sobre a viagem prefere manter o silêncio. Avança apenas que da Guiné Conacri foi para o Senegal onde integrou um grupo que percorreu o Norte de África até chegarem ao Mediterrâneo.

"Foi muito doloroso. Foi muito doloroso", disse.

Avança depois com uma frase de esperança: "Deus deu-me uma nova oportunidade. Agora em Portugal tenho possibilidade de recomeçar uma nova vida".

O jovem de 21 anos foi recebido no Centro para Acolhimento de Refugiados, na Bobadela em Loures, unidade que desde a sua criação, em 2006, já acolheu mais de 3 mil pessoas.

Divorciada e com dois filhos de 15 e 13 anos, a síria Samiya Hasan, procura agora reconstruir a sua vida nas Caldas da Rainha.

"A guerra fez-me fugir com os meus filhos", disse. "Parti para a Turquia e depois para a Grécia, a viagem de barco foi perigosa tememos pela nossa vida", recordou.

Eduardo Cabrita lembrou que a opção de Portugal passa pela não criação de centros de refugiados, mas sim pela sua integração pelos diferentes concelhos.

O ministro adjunto recordou que esta ação conta já com a participação de 97 municípios. No centro da Bobadela cerca de duas dezenas de instituições pública foram premiadas pelo trabalho realizado com os refugiados.

Portugal conta, contudo, com 40% dos refugiados que optam por sair do país antes do tempo previsto. Saída que  desencadeia um trabalho de investigação junto das autoridades dos outros países para o seu retorno, tal como referiu a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

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