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Correio da Manhã

Sociedade
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Manifestação arranca em Braga com teatro

A manifestação ‘Que se lixe a 'troika’’ em Braga arrancou com uma "performance" de teatro que "aponta o dedo" ao "suposto" empreendedorismo, seguindo-se uma marcha pela cidade a "exigir a uma só voz" a demissão do Governo.
2 de Março de 2013 às 15:54

Mais de mil manifestantes, número avançado pela PSP presente no local, marcaram presença no início do protesto que, segundo um dos organizadores, Eduardo Velosa, terminará com a ‘Grândola, Vila Morena’ cantada "pelo povo" na principal praça da cidade.

Guitarras portuguesas, braguesas e cavaquinhos vão acompanhar o povo e as palavras de Zeca Afonso, hoje "mais fortes" do que no 25 de abril.

"Ela [a 'Grândola'] está agora com mais força do que naquela altura porque o povo ainda estava com os olhos muito tapados", afirmou Chico Malheiro, um dos músicos que aderiu ao protesto.

"Eles tocam-me a mim, no bolso, agora toco-lhes eu, na guitarra", explicou.

A performance, a cargo do Grupo de Teatro 'O Oprimido', de Braga, representou uma "crítica" àquela que é a saída apontada pelo Governo para a juventude.


"Ora nos mandam sair do país, ora nos mandam ser empreendedores. Mas o empreendedorismo deles [Governo] é uma farsa", definiu um dos artistas.

O "grande objetivo" dos protestantes em Braga é "derrubar" o Governo porque, segundo Velosa, "este Governo já não tem legitimidade para Governar".

Além do protesto contra o Governo de coligação PSD/CDS, as vozes dos protestantes têm um "outro alvo" definido.

"Não basta só derrubar o Governo. É também preciso correr com a 'troika' e criar uma alternativa", apontou.

Braga manifestação ‘Que se lixe a 'troika’’ arrana teatro
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