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Correio da Manhã

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GNR e PSP mobilizados para o transporte de combustível

Primeiro-ministro garante que, se a situação de "incumprimento que se tem verificado desde as 14h30" continuar, a requisição civil será decretada.
Correio da Manhã e Lusa 12 de Agosto de 2019 às 07:20
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Pardal Henriques
Greve dos motoristas
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Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Greve dos motoristas
Pardal Henriques
Greve dos motoristas
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Pardal Henriques
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Greve dos motoristas
O primeiro dia da greve dos motoristas findou com uma requisição civil decretada e motoristas indignados com a decisão do Governo. Se a manhã começou de forma calma sem que a hipótese da requisção civil fosse posta em cima da mesa, tudo mudou à tarde quando o primeiro-ministro anunciou que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos em algumas zonas do País. 

Mediante os incumprimentos, o primeiro-ministro mobilizou a GNR e PSP para o transporte de combustíveis e anunciou que a requisição seria decretada "mediante necessidade".

Cerca das 19h00, Tiago Antunes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, confirmou "a necessidade" com o avanço para a requisição civil após reunião do executivo por via eletrónica.

Pardal Henriques, porta-voz do sindicato dos motoristas, garantiu que houve camionistas a ser subornados pelos patrões para trabalhar e prometia, de manhã, quebrar o cumprimento dos serviços mínimos estabelecidos pelo Governo. Dito e feito. O assessor do SNMMP concluiu ainda que a decisão do Governo é um "ataque à greve. 

As declarações de Pardal Henriques foram desmentidas por André Marias da Antram [Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias], que pediu provas e acusou o porta-voz do sindicato dos motoristas de mentir "descaradamente".

Os motoristas cumpriram esta segunda-feira o primeiro dia de greve marcada por tempo indeterminado.

MAPA INTERATIVO | Saiba onde estão os postos de emergência para abastecer na crise dos combustíveis

Recorde o que aconteceu no primeiro dia de greve dos motoristas:

21h20 - 
O primeiro camião carregado com combustível saiu esta segunda-feira, às 20h00, da refinaria de Sines, distrito de Setúbal, conduzido por um militar e escoltado por uma viatura da GNR, pouco tempo após ter sido decretada a requisição civil.

A viatura saiu sob forte protesto do piquete de greve, composto por cerca de 30 trabalhadores de matérias perigosas e carga geral, que desde as 05h00 desta segunda-feira se mantém na ponte que dá acesso à refinaria de Sines da Petrogal, de onde não saíram camiões durante a tarde.

21h09 - CGTP diz que Governo deu novo passo na escalada contra o direito à greve
A CGTP considerou esta segunda-feira que o Governo "deu um novo passo na escalada contra o direito à greve" ao decretar a requisição civil para a paralisação dos motoristas de mercadorias e matérias perigosas que começou esta segunda-feira por tempo indeterminado.

"A pretexto das características da greve em curso no setor de mercadorias perigosas, o Governo deu um novo passo na escalada contra o direito à greve, com o anúncio da requisição civil", avançou a intersindical em comunicado. 

20h52 - Sindicato dos motoristas diz que trabalhadores foram "colocados à margem" pelo Governo
O assessor jurídico do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse esta segunda-feira que os trabalhadores viram com "tristeza" a requisição civil decretada e vincou que o Governo está a "colocar à margem" os motoristas.

"É com alguma tristeza que vemos o Governo a decretar a requisição civil, quando os serviços mínimos que foram decretados estavam a ser assegurados por estes trabalhadores", afirmou Pedro Pardal Henriques, que falava aos jornalistas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa. 

De acordo com o também advogado, o Governo está a "colocar à margem" estes trabalhadores e a dificultar a reivindicação dos direitos.

20h20 - Antram considera comportamento do Governo "socialmente responsável"

O advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), André Matias de Almeida, disse esta segunda-feira que a requisição civil decretada pelo Governo é "socialmente responsável" e recusou que os transportadores tenham extremado posições.

"O comportamento que o Governo teve agora é socialmente responsável", disse André Matias de Almeida à SIC, em reação ao decreto do Governo da requisição civil dos motoristas em greve.

O advogado considerou também que "muito tem feito o Governo", que "não tinha sequer que recorrer a um mecanismo de mediação como o fez junto do sindicato [dos motoristas de matérias perigosas, SNMMP]".

19h25 - O Governo decretou esta segunda-feira a requisição civil alegando que os serviços mínimos para a greve dos motoristas não estavam a ser cumpridos. O anúncio foi feito por Tiago Antunes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, após reunião do executivo por via eletrónica.

A requisição civil deverá abranger aeroporto, saídas de Sines, postos da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) e distribuição de gás.

18h00 - Pardal Henriques garante que estão a ser cumpridos os serviços mínimos, mas com horários de oito horas. 
Assessor jurídico do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) afirma que estão efetivamente a ser cumpridos o serviços mínimos, mas que com horários de oito horas em vez de 14 como costumam fazer os motoristas. Pardal Henriques afirma que o Governo não pode pedir mais do que o que os motoristas já estão a fazer. 

O assessor jurídico do sindicato dos motoristas de matérias perigosas afirmou ainda que, se o Governo avançar com uma requisição civil, está a cometer um ataque à greve e garantiu que os serviços mínimos têm sido cumpridos.

"Vejo isto [requisição civil] como um ataque à greve, até porque estas pessoas cumpriram os serviços mínimos. O Governo não esteve aqui [...], estas pessoas saíram para trabalhar, simplesmente fizeram oito horas e não as 14 ou 15 horas que habitualmente fazem", assegurou Pedro Pardal Henriques, que falava aos jornalistas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

17h50 - ANA já começou a restringir abastecimento de aviões em Lisboa  
A ANA – Aeroportos de Portugal adianta que até ao momento o abastecimento de combustível ao aeroporto Humberto Delgado está a ser insuficiente, tendo já implementado restrições às aeronaves.

"Pelo que estamos a observar, no Aeroporto Humberto Delgado, o ritmo de abastecimento verificado até agora é insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos", disse ao Negócios fonte oficial da gestora dos aeroportos nacionais, acrescentando que foram "já implementadas restrições à operação, nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves".

Em causa não está neste momento qualquer impacto para os passageiros, tratando-se sim de uma decisão tomada em conjunto entre os stakeholders para informar as companhias aéreas, que decidirão se esse abastecimento será suficiente ou se abastecem o restante noutro local.

Ao Negócios a ANA garantiu ainda que "continuará a acompanhar de forma permanente a situação com o Governo, as empresas petrolíferas, as companhias aéreas e as empresas de handling com vista à minimização do eventual impacte".

A empresa sublinha ainda que "o impacte potencial da greve convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas no abastecimento de combustível nos aeroportos da rede da ANA Aeroportos de Portugal está a ser avaliado de forma contínua".

17h18 - Galp avisa clientes de perturbação no fornecimento de gás devido à greve
A greve dos motoristas já começa a surtir efeitos no fornecimento de gás. De acordo com o jornal Eco, a Galp está a avisar os clientes através de um comunicado em que dá conta de que "começaram a ocorrer algumas perturbações significativas" na distribuição de gás que não está a chegar a alguns locais.

17h14 - Motoristas em greve manifestam desagrado perante motoristas que se encontram a cumprir serviços mínimos. "Palhaços", ouve-se em Leixões à passagem de um dos camiões de matérias perigosas. 

16h52 -
António Costa falou esta segunda-feira ao País e garante que "reina a ordem" salvo algumas exceções. O primeiro-ministro afirma ainda que foram mobilizados motoristas da GNR e PSP para o transporte de combustível "de forma a garantir as zonas que estão a ser particularmente afetadas".

Costa afirma ainda que as cargas no aeroporto de Lisboa estão "aquém do esperado" e que a região do Algarve é uma das mais afetadas.  

Quanto a uma possível requisição civil, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um Conselho de Ministros eletrónico para avaliar a necessidade da mesma. 

"Aquilo que constatamos é de que não tem havido cumprimento [dos serviços mínimos] a partida das 14h30 da tarde", afirma Costa alegando que se o mesmo continuar a requisição civil será decretada. 

16h35 - Governo esclarece: Táxis não precisam de dístico identificativo para abastecer nos REPA
O governo esclareceu que os taxistas não precisam de qualquer dístico de identificação para abastecer nos postos de abastecimento REPA destinados aos veículos prioritários, dado que a viatura já se identifica por si própria.

Fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética reconheceu à agência Lusa que "há alguns problemas de comunicação com os postos REPA que ainda não perceberam que os táxis não precisam de qualquer dístico identificativo".

A greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias começou hoje e decorrerá por tempo indeterminado, estando o Governo pronto para aprovar a requisição civil se não forem cumpridos os serviços mínimos decretados.

16h31 - Mais de 500 postos sem combustível 
O número de postos de combustível secos continua a subir. A esta hora 527 postos já não têm qualquer combustível e 505 têm parte do combustível em falta. 

15h28 - ANTRAM quer requisição civil "urgente" por incumprimento dos serviços mínimos
A ANTRAM acusou os sindicatos de não estarem a cumprir os serviços mínimos na greve de motoristas e pede uma requisição civil "urgente", disse esta segunda-feira o advogado André Matias de Almeida à Lusa.

"Em Sines, os serviços mínimos estão a ser incumpridos a 100%, no Aeroporto de Lisboa deveriam estar a 100% e estão a 25%, na Petrogal, por exemplo, deveriam ter sido feitas 225 cargas e foram 48", refere o comunicado enviado pela Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) à agência Lusa.

Segundo o representante legal da Antram, "tudo corria normalmente até às declarações públicas" do representante do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, esta manhã.

A Antram adianta ainda que há motoristas que "abandonaram as empresas para se juntarem a Pedro Pardal Henriques e há empresas que não têm ninguém para fazer os serviços mínimos hoje à tarde".

14h05 - Longas filas de espera nos postos de abastecimento em Espanha devido à greve
A greve dos motoristas, que se iniciou esta segunda-feira, está a provocar longas filas de espera nalguns postos de abastecimento em Espanha, sobretudo na cidade fronteiriça de Huelva, avançou a Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM).

A afluência anormal aos postos de abastecimento espanhóis deve-se aos problemas de tráfego rodoviário e escassez de combustível em todo o território português, devido à greve dos motoristas, por tempo indeterminado, convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM).

Neste âmbito, a confederação espanhola CETM aconselha os motoristas que operam em Portugal ou circulem nas estradas portuguesas a tomarem medidas e organizarem bem as suas rotas de viagem face aos possíveis engarrafamentos e paragens de trânsito.

Já na sexta-feira de manhã, vários automobilistas concentravam-se nos postos de combustíveis junto à fronteira luso-espanhola entre o Algarve e a Andaluzia preocupados com os efeitos da greve dos motoristas.

13h31 - Profissionais da GNR acusam PM de desrespeito e recusam ser instrumentalizados
A Associação dos Profissionais da Guarda acusa o primeiro-ministro de desrespeitar a dignidade dos profissionais que servem a GNR e rejeita que se instrumentalizem estes trabalhadores para reduzir o impacto da greve dos motoristas.

"Considera-se lamentável que o senhor primeiro-ministro tenha demonstrado que claramente desrespeita a dignidade profissional daqueles que servem a Guarda", indicou a Associação em comunicado, voltando a manifestar-se contra a ideia de recorrer a profissionais da GNR para conduzir veículo pesados de transporte de matérias perigosas.

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) contesta declarações do chefe de Governo, que indicava que seriam os comandos da PSP e da GNR a representar os profissionais.

Para a APG/GNR, António Costa posicionou-se como se as estruturas representativas dos profissionais não existissem, entendendo que a postura do primeiro-ministro "contraria elementares princípios da democracia".

A Associação refere que os profissionais da GNR sentem "descontentamento e indignação" perante o cumprimento de "horários desumanos" e por serem "forçados a executar funções completamente estranhas à missão de segurança pública".

Os representantes dos profissionais da GNR criticam também a posição do Comando da GNR por indicar que "existem todas as condições para dar resposta", apesar de saber que isso "resultará em maior carga horária para os profissionais" e em "situações de risco objetivas".


12h26 - 30% dos postos da Auchan estão fechados mas devem reabrir até final do dia
A Auchan tem 30% dos postos de combustível "fechados", mas está previsto que reabram "até final do dia", disse esta segunda-feira fonte oficial da cadeia de retalho à Lusa.

Os postos que estão encerrados, de acordo com a mesma fonte, fazem parte da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), adiantou a mesma fonte.

O grupo Auchan conta com 29 postos de abastecimento de combustível em Portugal.

12h02 - Sindicato dos motoristas de mercadorias garante serviços mínimos

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) garantiu que vai cumprir os serviços mínimos, apesar de "ainda não saberem quais são" porque as empresas não os comunicaram, disse esta segunda-feira o presidente, Jorge Cordeiro, à Lusa.

O presidente do SIMM reiterou que, tal como já tinham anunciado, "os serviços mínimos vão ser cumpridos" pelos trabalhadores afetos àquele sindicato.

11h43 - Pardal Henriques faz balanço extremamente negativo da greve e diz que vai apresentar provas das pressões
O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas Pedro Pardal Henriques fez um balanço "extremamente negativo" do decurso da greve, acusando o Governo de não estar a respeitar a legislação laboral.

O advogado disse que vai apresentar provas das pressões que estão a ser exercidas sobre os trabalhadores e pede ao Governo que respeite o direito à greve.

Pedro Pardal Henriques referiu também que os serviços mínimos vão ser cumpridos apesar de, cerca das 09h00, ter anunciado o contrário.

11h17 - André Matias, porta-voz da Antram, garante que adesão à greve dos motoristas é inferior a 1%
André Matias, porta-voz da Antram, garantiu esta segunda-feira em declarações à CMTV que a adesão à greve por parte de todos os motoristas, excepto os de matérias perigosas, é inferior a 1%.

11h01 - Serviços mínimos põem em causa direito à greve diz a Comissão Central de Trabalhadores
A Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal considera que o despacho do Governo que define os serviços mínimos para a greve de motoristas põe "em causa o direito constitucional à greve".

"Não é a primeira vez que tal acontece, o Governo adotou a mesma postura para com os trabalhadores da Petrogal no longo processo de luta que estes trilharam recentemente", lê-se numa nota enviada hoje às redações.

Na opinião da CCT da Petrogal, o Governo atuou como "ponta de lança das entidades patronais", acusando-o de proteger os "interesses privados dos patrões".

A estrutura representativa dos trabalhadores da Petrogal "condena" ainda "o 'teatro' montado à custa das justas reivindicações dos motoristas de matérias perigosas para criar condições políticas que possam caucionar retrocessos inaceitáveis no direito à greve dos trabalhadores".

"Salvo honrosas exceções, a comunicação social dominante ignorou também que os teores dos despachos ministeriais constituíram a forma política de contornar as decisões judiciais e atacar o direito à greve dos trabalhadores", acrescentou.

10h47 - Pardal Henriques recua e confirma que motoristas cumprem os serviços mínimos
Pardal Henriques voltou a falar aos jornalistas e desta vez para recuar face ao que disse esta manhã sobre os serviços mínimos. "Existem motoristas que continuam a trabalhar, a fazer serviços mínimos e existem motoristas que não estavam escalados para os serviços mínimos e continuam a trabalham", avança.

10h29 - António Costa garante que não foi necessária requisição civil
O primeiro-ministro, António Costa, destacou que a greve dos motoristas está a decorrer com normalidade estando a ser cumpridos os serviços mínimos e descartou, para já, haver necessidade de decretar a requisição civil.

"Os serviços mínimos estão a ser assegurados, está tudo dentro da normalidade", afirmou o primeiro-ministro à saída de um 'briefing' com a Proteção Civil.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) disse anteriormente que os motoristas iam deixar de cumprir serviços mínimos por considerar que o Governo e as empresas não estão a cumprir o direito à greve.

10h10 - Empresas pedem ao Governo que atue se serviços mínimos não forem cumpridos
A associação patronal das empresas de combustíveis ANTRAM considera inaceitável a ameaça dos motoristas de deixarem de cumprir os serviços mínimos determinados para a greve que teve esta segunda-feira início e pediu ao Governo para tomar medidas.

"Esperamos que o Governo aja porque é inaceitável que alguém, menos de uma hora depois de terem iniciado os serviços mínimos, já os esteja [a ameaçar] incumprir", afirmou à Lusa o porta-voz da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), André Matias.

O também advogado da associação referia-se a declarações feitas pelo porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, em Aveiras de Cima, Azambuja, Lisboa, onde está concentrado um piquete de greve na sede da CLC - Companhia Logística de Combustíveis.

09h14 - Patrões negam ter subornado alguém para furar greve
A associação patronal Antram rejeitou hoje ter subornado motoristas de matérias perigosas para furarem a greve, tendo o porta-voz da associação acusado o sindicato nacional dos motoristas de mentir descaradamente.

"Este sindicado [Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas] não respeita ninguém, não respeita o povo português e mente descaradamente quando acusa, sem qualquer respeito ou prova, empresas de suborno", afirmou à Lusa o porta-voz da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários (Antram), André Matias.

08h54 - Sindicato diz que trabalhadores vão deixar de cumprir serviços mínimos
Os motoristas de matérias perigosas vão deixar de cumprir os serviços mínimos, anunciou de manhã em Aveiras de Cima, o vice-presidente do Sindicato.

"Vamos deixar de cumprir os serviços mínimos", disse ao jornalistas o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, em Aveiras, concelho da Azambuja, distrito de Lisboa.

Pardal Henriques acusou o Governo e as empresas de não estarem a respeitar o direito à greve.

"Os trabalhadores estão a ser subornados. Há polícia e Exército a escoltar os camiões. Não foi o sindicato que quebrou os serviços mínimos, mas sim as empresas e o Governo que violaram o direito à greve.

08h47 - Mais de 430 postos sem combustível às 08h30
Mais de 430 postos de combustível de Portugal estavam, às 08h30, sem gasolina ou gasóleo, o que representa 15% do total de postos do país, de acordo com informação divulgada pelo 'site' já não dá para abastecer.

Segundo esta fonte, há 439 postos no país sem qualquer combustível, enquanto 393 têm só algum tipo de combustível, gasolina ou gasóleo.

A maior parte (71%) do total dos 2.928 ainda tem, segundo este 'site', combustível para normal abastecimento.


08h17 - "Desde o 25 de abril de 74 que nunca se viu o uso da força desta forma"
Pardal Henriques, porta voz dos motoristas, lamentou o forte aparato policial em Aveiras. "Desde o 25 de abril de 74 que nunca se viu o uso da força desta forma", referiu. 

08h11 - GNR escoltou primeiros camiões a iniciarem funções
A GNR fez, esta segunda-feira de manhã, escolta dos primeiros motoristas de matérias perigosas que saíram de Aveiras de Cima, onde está concentrado um piquete de greve, tendo conseguido que "tudo funcionasse normalmente", disse fonte daquela instituição.

De acordo com a mesma fonte, os primeiros cinco camiões-cisterna com matérias perigosas partiram da sede da CLC - Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima, concelho da Azambuja, distrito de Lisboa, para abastecer o aeroporto.

"A GNR escoltou os motoristas e funcionou tudo normalmente. Correu tudo em ordem", garantiu.

Mais de uma centena de motoristas estão concentrados em piquete desde a noite de domingo, tendo a greve começado à meia-noite.

07h30 - "Estão a subornar pessoas para quebrar os serviços mínimos"
"Os primeiros que saíram foram pessoas subornadas", disse Pardal Henriques em Aveiras de Cima, onde estão reunidos vários motoristas para cumprir a greve que teve início hoje à meia-noite e de onde saíram os primeiros cinco camiões-cisterna com matérias perigosas, cerca das 06h30.

"Mais uma vez, a Antram [Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias] não está a cumprir o que está combinado. Estão a subornar pessoas para quebrar os serviços mínimos", afirmou Pardal Henriques aos jornalistas.

André Matias, porta-voz da ANTRAM, já reagiu às declarações de Pardal Henriques e negou qualquer suborno a motoristas para furar paralisação.

Um camião foi impedido de sair esta manhã em Matosinhos após ter sido barrado por um grupo de manifestantes.

O veículo não estava assinalado como um dos afetos aos serviços mínimos, o que motivou a ação dos motoristas que ali se estavam a manifestar.

Pelas 07h30 desta segunda-feira há já 439 postos sem qualquer tipo de combustível.

Há vários dispositivos policiais espalhados por pontos importantes do País, na Ponte 25 de Abril estão várias equipas incluindo a Unidade Especial de Polícia para precaver qualquer tentativa de bloqueio da ponte.

Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética
A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Neste âmbito, o primeiro-ministro, António Costa, desloca-se hoje pelas 09h30 à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e assiste ao briefing operacional para avaliar o desenrolar dos acontecimentos.
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