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Correio da Manhã

Sociedade
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Manuais escolares voltam a ser devolvidos no final deste ano letivo

Após suspensão de um ano, devido à pandemia, famílias voltam a entregar livros.
Bernardo Esteves 11 de Junho de 2021 às 09:09
Escolas e famílias esperam indicações sobre devolução de manuais
Escolas e famílias esperam indicações sobre devolução de manuais FOTO: iStockPhoto
Os alunos do ensino Básico e Secundário voltam a ter de devolver os manuais escolares no final deste ano letivo, depois de o ano passado a entrega ter sido suspensa. Na altura, a oposição parlamentar aprovou a suspensão da devolução, contra a vontade do PS, com o argumento de que os alunos iam continuar a precisar dos livros para recuperar as aprendizagens perdidas devido à pandemia. Neste ano letivo, as famílias voltam a devolver os manuais, mas subsistem ainda muitas dúvidas quando o ano letivo está quase a acabar.

Na plataforma MEGA, dedicada ao programa de manuais gratuitos, a tutela deixa claro que "a reutilização será retomada no ano letivo 2021/2022, nos moldes em que funcionou no ano letivo 2018/2019". E acrescenta que "no final do ano letivo 2020/2021, os manuais escolares devem ser devolvidos, em data e condições a especificar futuramente". Filinto Lima, da Associação de diretores (Andaep), pede orientações "o quanto antes, porque isto implica uma avaliação dos manuais por parte dos professores". O Ministério da Educação promete enviar as orientações "nos próximos dias".

PORMENORES
Ano letivo a acabar
O ano letivo acaba já dia 18 para 9º, 11º e 12º anos de escolaridade. Filinto Lima (Andaep) apela ao Ministério da Educação para revelar "se a política de devolução é para continuar".

1º ciclo não devolve
Os alunos do 1º ciclo são os únicos cujos manuais deixaram definitivamente de ser devolvidos, após queixas dos pais sobre o estado dos livros recebidos.

Diretores de escolas pedem clarificação
Uma das dúvidas é se será preciso devolver livros dos dois últimos anos ou apenas os de 2019/2020. "É preciso clarificar e informar, para os pais terem consciência de que o ano passado foi uma exceção", disse Filinto Lima.
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