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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Marcelo diz que pessoas apoiadas pelo Banco Alimentar "não podem ser esquecidas"

Mais de 40 mil voluntários vão estar em supermercados a pedir às pessoas que contribuam.

02 de dezembro de 2017 às 02:01

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, instou este sábado os portugueses a contribuirem para o Banco Alimentar Contra a Fome, para que possam apoiar meio milhão de pessoas que "precisam de não ser esquecidas".

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Marcelo apoia Banco Alimentar contra a Fome

Numa visita ao Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a que os portugueses possam ajudar "meio milhão de pessoas e milhares de instituições pelo país" que "precisam deste apoio permanentemente, independentemente de haver ou não tragédias".

O Presidente da República elogiou a generosidade dos portugueses este ano, que ajudaram como puderam as populações atingidas pelos fogos de junho e de outubro (que provocaram a morte a mais de 100 pessoas), e pediu para "não se esqueceram das centenas de milhar de portugueses que vivem todos os dias em pobreza e que precisam de não ser esquecidos".

Mais de 40 mil voluntários vão estar a partir deste sábado em supermercados de todo o país a pedir às pessoas que contribuam para a próxima campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, destinada a apoiar 420 mil pessoas.

"É bom saber que ainda há desejos que podemos tornar realidade" é o tema deste ano da campanha, que vai decorrer até domingo em mais de 2.000 supermercados e hipermercados de todo o país, segundo o Banco Alimentar Contra a Fome (BACF).

Um estudo realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com o Banco Alimentar e a Entrajuda, revela que 67% das famílias apoiadas por instituições de solidariedade têm rendimentos mensais líquidos inferiores a 500 euros.

Quase metade das 1.465 famílias inquiridas no final de 2016 tem crianças e jovens a cargo, acrescenta.

"É muito importante não nos esquecermos que, no dia-a-dia, ainda há pessoas que precisam de ajuda para comer, principalmente numa altura como o Natal, onde ter a família reunida à volta de uma mesa é um desejo que nos cabe a nós concretizar", afirmou a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet.

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