"Numa palavra, estamos prontos para qualquer desafio nos anos que aí vêm", afirmou o Presidente da República.
O Presidente da República apresentou esta segunda-feira Portugal como um país que pode ter "papel decisivo", por exemplo, na segurança energética, com o Porto de Sines como 'hub' euro-atlântico e beneficiando da localização dos Açores.
"Portugal tem todas as condições para desempenhar um papel decisivo", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em Lisboa.
Numa intervenção em inglês, o chefe de Estado assinalou que Portugal tem "uma das maiores plataformas continentais e zona económicas exclusivas da Europa" e vai fazer "um investimento mais forte em Defesa e Segurança agora e nos anos próximos anos".
Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Portugal registou "a melhor taxa de crescimento económico na União Europeia no primeiro trimestre deste ano" e oferece "um apoio sólido às relações transatlânticas", concluindo: "Numa palavra, estamos prontos para qualquer desafio nos anos que aí vêm".
"Na segurança energética, para mencionar um tópico geopolítico vital, Portugal tem a geografia do seu lado, com uma vasta área marítima e o Porto de Sines como um 'hub' euro-atlântico crucial para o fornecimento de gás e de energia verde mas também para centros tecnológicos e de grandes arquivos de dados, críticos para a rede de cabos de internet que atravessa o oceano Atlântico, por exemplo, entre Portugal e o Brasil", referiu.
Portugal quer estar "no centro" do processo de integração europeia e participar "no reforço coletivo" da Aliança Atlântica, na "melhoria estratégica" da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e na "consolidação do diálogo" entre os países do Sul e do Norte do Atlântico, da América Latina à África, disse.
"É para isso temos o centro atlântico nos Açores como um instrumento fantástico", realçou o Presidente da República.
Ao mesmo tempo, quer fortalecer "relações bilaterais estratégicas" como a que mantém com os Estados Unidos da América, prosseguiu.
Segundo o chefe de Estado, Portugal e os Estados Unidos da América podem "trabalhar ainda melhor no diálogo político, na educação, ciência e cultura, nas oportunidades de comércio e investimento".
Neste ponto, fez uma interrupção para mencionar que "atualmente está a aumentar o número de turistas americanos e o investimento americano em Portugal, sobretudo em Lisboa e no Porto e respetivas áreas metropolitanas, em energia verde e 'clusters' tecnológicos e industriais, e, claro, em matéria de Defesa e Segurança".
Relativamente à Segurança e Defesa, o Presidente da República observou: "Áreas em que os nossos dois países estiveram mais integrados durante várias décadas".
Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por haver novos embaixadores dos Estados Unidos da América em Lisboa, Randi Charno Levine, e de Portugal em Washington, Francisco António Duarte Lopes, "depois de um período de transição demasiado longo".
Na sua intervenção em inglês, enunciou desafios e oportunidades para Portugal na próxima década, destacando a importância dos fundos europeus "para fazer avançar as transições digital, da energia e climática".
"Para atingir esses objetivos", é fundamental ter "um sistema político em que as pessoas confiem", bem como "um sistema judicial reconhecido como eficiente, transparente e justo", e "melhorar a competitividade" da economia, "para criar mais emprego, melhores salários e reduzir a pobreza e as desigualdades", apontou.
Por outro lado, o Presidente da República apelou ao rejuvenescimento de "instituições, partidos políticos", dizendo que "precisam de se refrescar em termos de pessoas, dando mais oportunidades aos jovens talentos".
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