Chefe de Estado disse que "foi um acaso muito feliz" que esta qualidade fosse comprovada pelo próprio primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, qualificou hoje, durante uma visita a um hospital londrino, os profissionais de saúde portugueses como uma "marca de qualidade" de Portugal no Reino Unido.
"Uma marca de qualidade, uma das muitas marcas de qualidade no Reino Unido, é a vossa", dirigindo-se esta manhã a um grupo de profissionais de saúde do hospital Royal Brompton, onde trabalham mais de 100 portugueses.
O chefe de Estado acrescentou que "foi um acaso muito feliz" que esta qualidade fosse comprovada pelo próprio primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que foi acompanhado pelo enfermeiro Luis Pitarma quando esteve internado no Hospital de St. Thomas durante uma semana em abril de 2022.
"Bastava ser por qualquer cidadão, mas deu um prazer especial ser a todos os níveis verificado", confessou, sob risos e aplausos das cerca de três dezenas de pessoas, a grande maioria profissionais portugueses do estabelecimento de saúde.
Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a "dedicação e humildade", sobretudo durante a pandemia, que implicou "mais risco, mais horas extra, mais mais sacrifício familiar e da vida pessoal".
"Isso não tem preço", enfatizou.
Ao longo dos últimos 10 anos, reconheceu, "fomos enriquecendo o nosso aliado o Reino Unido com a qualidade dos nossos profissionais, em particular as nossas profissionais", reconhecendo que a assistência era maioritariamente feminina.
Embora considere ser "um grande orgulho" ouvir elogios dos responsáveis do hospital sobre a competência dos portugueses, salientou que "não desistimos de vos ter em Portugal".
"Para já têm de ir e vir (...) mas depois espero que, a seguir à experiência britânica, venham ter a experiência portuguesa novamente".
"Isso não tem preço", enfatizou.
Ao longo dos últimos 10 anos, reconheceu, "fomos enriquecendo o nosso aliado o Reino Unido com a qualidade dos nossos profissionais, em particular as nossas profissionais", reparando que a assistência era maioritariamente feminina.
Embora considere ser "um grande orgulho" ouvir elogios dos responsáveis do hospital sobre a competência dos portugueses, salientou que "não desistimos de vos ter em Portugal".
"Para já têm de ir e vir (...) mas depois espero que, a seguir à experiência britânica, venham ter a experiência portuguesa novamente".
Porém, nem todos partilham deste plano, tendo alguns dos presentes que falaram com a Agência Lusa mencionado os salários mais elevado e a valorização profissional como as principais vantagens de trabalhar no Reino Unido em comparação com Portugal.
"Aqui podemos progredir na carreira, receber formação e pedir transferência de serviço e nunca nos dizem que não", exemplificou a enfermeira Carla Moura.
O Brexit e a pandemia levaram colegas enfermeiros a regressar a Portugal nos últimos anos, mas nenhuma se manteve na profissão, tendo três optado por trabalhar como mediadoras imobiliárias e uma quarta está empregada numa empresa familiar.
"Fico cá porque gosto. Quando saí de Portugal ganhava menos do que no início da carreira de nove anos", recordou a enfermeira Catarina Lopes à Agência Lusa.
Cátia Francisco refere que a distância de Portugal é diminuída pela frequência com que visita o país, quase todos os meses, graças à flexibilidade de horários de trabalho e acumulação de dias de folga após vários turnos.
"Temos colegas que vivem em Portugal e vêm cá trabalhar", revela, porque "ganham mais numa semana aqui do que num mês inteiro lá".
Os hospitais Royal Brompton e Harefield, com instalações em Chelsea e em Harefield, ambos a oeste de Londres, constituem juntos o maior centro dedicado ao coração e pulmão no Reino Unido e um dos maiores da Europa para pessoas com doenças cardíacas e pulmonares, incluindo condições raras e complexas.
Estes hospitais foram pioneiros no transplante de coração e pulmão e na realização da primeira angioplastia coronária e abriram também o primeiro centro de fibrose cística adulta do Reino Unido.
Atualmente oferecem alguns dos tratamentos mais sofisticados e pioneiros no mundo, tendo recentemente aberto um novo centro de diagnóstico com tecnologia de imagem.
Por ano atendem mais de 200.000 doentes ambulatórios e quase 40.000 doentes internados.
Possuem aproximadamente 4.000 funcionários, 116 dos quais enfermeiros e médicos portugueses, e um orçamento de aproximadamente 500 milhões de libras por ano (585 milhões de euros).
O Presidente da República encontra-se em Londres entre para as celebrações do Dia de Portugal com a comunidade portuguesa do Reino Unido, que iniciou na sexta-feira.
Hoje começou o dia na Escola Anglo-Portuguesa de Londres, tendo previsto um almoço com representantes da comunidade portuguesa ligados às artes.
Na parte da tarde, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa visita o Imperial College -- último ponto do programa oficial até agora definido. No domingo, pelas 12:00, o Presidente da República parte para Andorra.
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