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Correio da Manhã

Sociedade
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Marchas dizem adeus ao Pavilhão com promessas para a Avenida

Foi com casa cheia e festa rija que as marchas populares de Lisboa de despediram do Meo Arena (antigo Pavilhão Atlântico).
10 de Junho de 2013 às 10:15
Mar esteve presente na Marcha da Madragoa
Mar esteve presente na Marcha da Madragoa FOTO: João Miguel Rodrigues

Como sempre, um público vibrante e cheio de garra, aos gritos de “Ié, Ié, Ié” e “A nossa marcha é linda”,  incentivou os marchantes. “Vamos ser novamente campeões. O Alto do Pina é que é”, diz Palmira Lucas, 47 anos. Ao lado, Maria João, 40 anos, puxa pelo Bairro Alto: “Somos os melhores; nós é que vamos ganhar”.

Entre os marchantes, impera a alegria. E mesmo antes de entrarem no pavilhão, já perspetivam o desfile na avenida: “Vamos arrasar”, promete Vanda Bettencourt, 36 anos, que desfila desde os 12 pela Madragoa. “É uma alegria desfilar pelo meu bairro. Descer a avenida nas marchas é algo que se deve fazer pelo menos uma vez na vida”, relata Inês Viegas, 19 anos, dos Olivais.

MADRAGOA

Com  o tema “Madragoa na faina dos novos mundos”, abriram a última noite de exibições. Pescadores e varinas evocaram as tradições do bairro. E como sempre, marcham descalços e dançam o vira. O mar esteve sempre presente: desde o rei Neptuno aos peixes e medusas.

OLIVAIS

A cor dominante é o laranja. A marcha apresenta o tema “Lisboa, a ti se confessa”, numa homenagem ao seu padrinho, António Calvário. Na memória de todos, ainda está bem vivo o tema “Oração”. E é em estreia absoluta nas marchas que os Olivais apresentam a madrinha Madalena Iglésias.

LUMIAR

É a vez do Lumiar desfilar, com muita cor e movimento, ou não fosse o tema “Lisboa e as sete colinas emolduradas pelo arco-íris”. De regresso à competição, enchem de cor o desfile.

GRAÇA

Entra a Graça, cheia de graça. O tema é “Graça, trono de Lisboa”, Eles vão de acendedores de candeeiros e elas de vendedoras de flores. Numa das marcações, a marcha recria a Procissão do Senhor dos Passos da Graça, considerada a mais antiga do País (teve início em 1787).

BICA

Com fatos dourados, os marchantes da Bica apresentam o tema “O nosso rio é de ouro, mas o peixe é de prata”. Os arcos mostram antigos galeões. Uma curiosidade: os corações dourados, a fazer lembrar a filigrana, foram feitos com esfregões da loiça. O resultado enche o olho.

ALTO DO PINA

Uma claque vibrante recebe a marcha do Alto do Pina, que defende o título com o tema “A chegada dos portugueses à China”. Mostra-se o encontro entre o Ocidente e o Oriente, com arraiais e dança do dragão.

BAIRRO ALTO

É com esta marcha que termina a última noite de exibições. “Bairro Alto quinhentista, do jornal e do artista” é o tema. Evoca-se a Lisboa do tempo de Eça de Queiroz e as tertúlias literárias. A tradição dos jornais está patente num acessório em forma de tipografia.

Recorde a primeira e a segunda noite de exibição das marchas no Meo Arena.

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