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Correio da Manhã

Sociedade
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Ao minuto Atualizado às 14:33 | 03/12

"Bolhas de Natal": Especialista apela à redução de contactos 14 dias antes e depois dos encontros familiares

Um dos principais temas a ser debatido na reunião do Infarmed esta quinta-feira é a vacinação.
Correio da Manhã 3 de Dezembro de 2020 às 10:15
Reunião Infarmed
Reunião Infarmed
Reunião Infarmed
Reunião Infarmed
Reunião Infarmed
Reunião Infarmed
Está a decorrer a reunião entre os partidos e especialistas do Infarmed. Marta Temido começou a reunião com uma síntese do que vão ser as intervenções. Vai ser feita a análise da situação epidemiológica atual e haverá uma segunda parte dedicada à vacinação cujas incertezas ainda são muitas. 

O Plano de Vacinação será apresentado esta tarde às 15h30.

Ao minuto Atualizado a 3 de dez de 2020 | 14:33
14:30 | 03/12
Ricardo Batista Leite, do PSD, referiu às saída da reunião do Infarmed, ser importante evitar uma nova onda de casos após o Natal e ano novo e isso não pode depender das vacinas, tem de ser através de medidas para travar a evolução do vírus. 

O deputado e médico defende ainda que faltam planos para os lares de idosos: "Não se compreende que a ministra da segurança social ainda não tenha um mapa de todos os lares legais e ilegais" de forma a ter planos específicos para a evacuação destas instituições em caso de surto.
13:26 | 03/12
Carla Nunes defende ainda que é importante transmitir mensagens claras e curtas sobre a vacinação de modo a garantir a eficácia da informação que chega aos portugueses.
12:59 | 03/12
Marcelo Rebelo de Sousa questiona agora especialistas sobre as previsões de dezembro em relação ao início de 2021, que importância terá a deslocação ou mobilidade das pessoas no Natal na incidência de casos e qual o grau de imunidade da população portuguesa. Quanto às vacinas, o Presidente da República questiona se haverá vacinas suficientes fazendo referência ao que aconteceu com a vacina da gripe.

Manuel Carmo Gomes responde a Marcelo Rebelo de Sousa: "Inevitavelmente vai haver um aumento de contágios entre 23 e o final do ano". O especialista afirma, que apesar do expectável aumento, se mantém otimista e afirma que espera que a pandemia esteja sob controlo no verão e se possa retomar a normalidade.

Baltazar Nunes faz referência às "bolhas domésticas" sugeridas por Bruxelas para o Natal como exemplo do que poderemos adotar. No fundo nos 14 dias antes, e depois, das reuniões familiares, evitar encontros com outras pessoas fora dessa "bolha de Natal". Objetivo é reduzir contactos ao máximo. 

O especialista aborda ainda a medida, que está em cima da mesa, de limitar a circulação entre concelhos no período das festas e afirma ser pouco viável no sentido em quee deverá ser desafiante no que toca à adoção e cumprimento dessa medida. 

No que toca à imunidade da população portuguesa, Henrique Barros estima que tudo indica que seja de 10% mas que é necessário um inquérito serológico nacional mais robusto para aprofundar os dados sobre a imunidade nacional. 

Carla Nunes afirma que apesar de haver alguma desconfiança de uma parcela da população, cerca de 7%, a maioria dos portugueses está disposta a tomar a vacina o que indica alguma confiança neste processo
12:57 | 03/12
Henrique de Barros abordou ainda algumas percentagens mediante a eficácia da vacina. 

Para uma vacina 100% eficaz, será necessário vacinar 67% da população. Para 90% da eficácia, necessidade de vacinar 74% da população e se for só de 70%, é preciso vacinar 95% da população.
12:50 | 03/12
Segundo os dados de Carla Nunes, os homens estão mais disponíveis para tomar a vacina em oposição às mulheres que adotam uma posição mais conservadora optanto por aguardar para tomar.

Mais de metade da população, 65%, revela segurança e confiança na eficácia das vacinas. 30% está disponível para tomar de imediato e 6% diz nunca vir a tomar.

Uma grande parte da população considera ainda que a informação veinculada pelas autoridades de saúde é incoerente.
12:42 | 03/12
Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade de Lisboa, aborda a questão da saúde mental e dos comportamentos dos portugueses. 

A especialista afirma que a saúde mental esteve mellhor na altura do verão mas que piorou nas últimas semanas, em particular em pessoas com mais escolaridade. "Atualmente são semelhantes aos níveis do início da pandemia", explica. 

Quanto à violação das regras, os níveis ainda estão muito elevados. De acordo com o estudo apresentado por Carla Nunes, os portugueses também não confia na capacidade de resposta do SNS sendo que 40% da população afirma-se "pouco ou nada confiante" nos serviços de saúde. Há ainda uma grande fatia da população, 40%, que evita ou adia consultas por receio da Covid-19 podendo agravar outros problemas de saúde. 

Quanto às medidas implementadas pelo Governo, metade da população considera que são "pouco ou nada adequadas".


12:38 | 03/12
Dois em cada 1000 portugueses podem infetar outras pessoas no Natal, alerta Henrique de Barros. Quando "estamos mesa com familiares nunca sabemos se estamos a ser infetados ou a infetar", afirma.

"Se em cada família o risco de infeção é pequeno, mesmo em cada conjunto de 15 pessoas o risco é pequeno, isto multiplicado por milhares de pessoas e reuniões familiares, corresponderá corresponderá à ocorrência de muitas infeções", explica.
12:07 | 03/12
Henrique de Barros, investigador da Faculdade de Medicina do Porto, começa por estimar que pelo menos um milhão de pessoas, com uma margem de incerteza que vai dos 605 mil aos 1,8 milhões de pessoas, em Portugal já terá tido contacto com o vírus e afirma ainda que começa a existir um "ambiente de incerteza excessivamente radical" na gestão da infeção. 

"Vamos agora começar a descer a encosta de uma segunda onda de casos de infeção", afirma.

O investigador afirma que de acordo com os estudos que têm vindo a ser desenvolvidos, "entre 15 a 20% da população já terá tido contacto com o vírus" o que significa que estarão imunizadas "no sentido mais tradicional do termo". Porém não se conhece o nível de proteção e longevidade dessa imunidade.

"Temos uma proporção alta da população que já estará imune", garante ainda. Porém, não se sabe quem são essas pessoas e o tipo de proteção e longevidade de imunidade que possuem.
11:48 | 03/12
Fátima Ventura, do Infarmed, começa por explicar que há 274 de nove tipos diferentes em desenvolvimento. 59 estão em fase de testes, e 11 que já chegaram à fase 3, ou seja, próximas da autorização.

São seis as vacinas contratualizadas pela UE a que os portugueses vão ter acesso nos próximos meses.

A especialista explica que estão a ser realizados vários testes às seis vacinas com resultados bastante expressivos de modo a garantir a segurança das mesmas.

Fátima Ventura aborda ainda a questão do tempo em que se realizou a vacina. "É verdade que estamos a fazer desenvolvimento da vacina em cerca de um décimo do tempo habitual", dada a necessidade de uma vacina rápido, explica a especialista, garantindo no entanto a segurança e cumprimento de todos os passos.  

"Houve em alguns casos uma sobreposição das fases, mas não se encurtaram fases", conclui garantindo que a segurança se mantém apesar da aceleração.

"O calendário é acelerado mas não compromete a avaliação", conclui a especialista.
11:44 | 03/12
António Roldão, especialista no desenvolvimento de vacinas do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, alerta para o surgimento de novos surtos nas próximas décadas e a necessidade de agilizar o processo de desenvolvimento de novas vacinas cada vez mais eficazes.
11:39 | 03/12
O especialista em Farmácia apela ainda a que não se tenha medo das reações adversas da vacina, pois isso é apenas o nosso corpo a ganhar anticorpos.

Os efeitos secundários podem ser dor de cabeça e inchaço, explica.

O especialista garante ainda que o facto de a vacina ter sido criada num curto espaço de tempo não a torna mais perigosa pois todos os testes estão a ser feitos.
11:24 | 03/12
João Gonçalves, da Faculdade de farmácia, explica o que faz a vacina ao sistema imunitário. Segundo o especialista, é preciso "criar memória" imunológica para que a imunidade seja a longo prazo.

"O melhor dos cenários seria uma imunidade de vários anos", afirma o especialista. A imunidade da Covid, explica, é o "desenvolvimento de anti-corpos anti-virais para evitar o crescimento da doença".

O especialista explica ainda que os "doentes moderados e graves apresentam normalmente uma resposta imunitária mais forte" e os doentes assintomáticos têm menos anticorpos que infetados que estiveram nos cuidados intensivos.

Sobre a imunidade, o especialista exemplifica o caso da gripe em que "as pessoas com mais de 50 anos têm menos de capacidade de resposta às vacinas". "As pessoas com mais idade têm menos capacidade responder às vacinas", afirma.

João alerta ainda que "a vacina vai não criar imunidade igual para todas as pessoas" e a imunidade de grupo também é um incógnita.
11:11 | 03/12
Manuel do Carmo Gomes, professor de epidemiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, começa por dizer "boas notícias, chegamos ao pico mais cedo, entre 18 e 21 de novembro".

Significa, explica o professor, que o "pico dos contágio terá ocorrido cinco dias mais cedo, entre 12 e 15 de novembro, que ocorre pouco depois das medidas do Governo". 

O especialista defende que as medidas do Governo conseguiram abrandar a quantidade de casos e é importante não as levantar para já. 
10:46 | 03/12
Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge, faz uma análise dos últimos meses, a partir de agosto, e diz que "houve um primeiro aumento do índice de transmissibilidade no final do mês de agosto, que foi o período associado ao final do período de férias".

Registou-se depois um decréscimo próximo do início do estado de contingência, mas com o início das aulas notou-se um aumento mais acentuado culminando num Rt acima de 1,2 no início do mês de outubro.


epidemiologista afirma que, a partir de outubro, em Portugal, a transmissibilidade registou um decréscimo e as "várias medidas que têm vindo a ser implementadas" estão em consonância com este factor.

A transmissibilidade tem "vindo a crescer de forma sustentada desde meados de outubro". Atualmente, a média do Rt está abaixo de 1 (0,99). O pico foi do R foi a 6 de novembro.

Quanto à posição de Portugal em relação à Europa, o nosso país atinge o Rt muito próximo de 1 (0,99) e entra em fase de decréscimo.
10:31 | 03/12
Óscar Felgueiras, da faculdade de Ciências da Universidade do Porto, explica a situação epidemiológica na ARS Norte avançando que "há uma descida generalizada em quase todos os distritos".

Há ainda 
"um abrandamento de crescimento generalizado".

A primeira semana de novembro ficou marcada por ser a fase de maior incidência, após esse semana, e impostas as medidas do Governo, houve uma descida marcada, conclui Óscar Felgueiras. 

A primeira faixa etária a atingir o pico foi a dos 20 aos 29 anos. A com menor incidência é a dos 70 aos 79 anos e a dos acima dos 80 anos "está com incidência muito elevada"


10:26 | 03/12
O grupo etário entre os 60 e 80 anos mostrou-se estar "mais protegido", porém, os idosos com mais de 80 anos continuam a ser um problema, alerta o especialista André Paralta Santos. 

Quanto às hospitalizações, apesar de já termos passado o pico das incidências, ainda não há pico dos internamentos que estará para breve, segundo a previsão dos especialistas da DGS.

O especialista da DGS afirma ainda que prevalece a taxa de infeção provocada em contexto familiar, mas que é desconhecida origem de 77% dos casos.

Sobre a mortalidade, "parece estar a esboçar-se um pico e que, o que seria de esperar era que o pico da mortalidade fosse depois do pico das hospitalizações".
10:18 | 03/12
"Atingiu-se o pico no dia 25 e há tendência de descida que esperamos que seja consolidada nos próximos dias", começa por explicar André Paralta Santos, da Direção-Geral de Saúde.

O especialista explica ainda a "curva da incidência cumulativa a 14 dias" avançando que a tendência da curva é agora decrescente.

A região Norte tem vindo a registar números menores e a Região de Lisboa e Vale do Tejo e Centro também apresentam uma tendência de descida. No Alentejo a tendência inverte-se e está a subir.
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Marta Temido Infarmed saúde
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