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Correio da Manhã

Sociedade
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Máscaras vão ser para toda a gente após acabar Estado de Emergência

Em causa estará a utilização em espaços fechados e com elevado número de pessoas, como supermercados e transportes públicos.
Ana Maria Ribeiro 14 de Abril de 2020 às 08:35
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Máscaras vão ser para toda a gente após acabar Estado de Emergência
A ministra da Saúde admitiu esta segunda-feira que o uso de máscaras pode generalizar-se a toda a população em espaços fechados e com elevado número de pessoas, como supermercados e transportes públicos, depois de o País sair do estado de emergência.

Na conferência de imprensa diária na Direção-Geral da Saúde (DGS), em Lisboa, Marta Temido ressalvou que uso de máscaras é uma "medida adicional e suplementar" às já existentes, como o distanciamento social e a lavagem das mãos.

Apesar de a eficácia da utilização generalizada de máscaras pela comunidade na prevenção da infeção pelo novo coronavírus "não estar provada", a DGS invocou o princípio da precaução em saúde pública para a recomendar a pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados e cheios de gente.

O uso de máscara cirúrgica é já recomendado a vários grupos profissionais, como forças de segurança e militares, bombeiros ou distribuidores de bens essenciais ao domicílio, entre outros. A máscara não cirúrgica (máscara social ou comunitária), que pode ser feita de algodão ou outro tecido têxtil, também obedece a regras específicas e cumpre normativas europeias.

Segundo o balanço atualizado esta segunda-feira pela DGS, registam-se em Portugal 535 mortes (mais 6,2%) e estão confirmados 16 934 infetados (mais 2,1%). Dos infetados, 1187 estão internados, 188 dos quais em unidades de Cuidados Intensivos. A taxa de letalidade por Covid-19 acima dos 70 anos situa-se nos 11,2%.
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